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Como Copa do Mundo e eleição podem afetar venda de carros no Brasil em 2026

12/02/2026
Como Copa do Mundo e eleição podem afetar venda de carros no Brasil em 2026


Começamos 2026 com uma reflexão: o ano passado mostrou que o Brasil não está disparando nas vendas de carros novos, mas também não está mais naquele “vale de incerteza” que marcou o pós-pandemia. O setor entrou numa fase de reconstrução estrutural, em que disciplina comercial, a leitura correta do consumidor e a consistência industrial voltam a separar vencedores e perdedores num jogo complexo em que novos players não entraram para brincar.
Desta forma, já é possível projetar as vendas de 2026. Segundo Claudio Lucinda, parceiro estratégico da K.LUME Consultoria em relação a assuntos de natureza econômica, o PIB fechou o ano com crescimento de 2,26%. Existe uma certa recuperação limitada por crédito, juros, inadimplência e, acima de tudo, pela capacidade de cada fabricante entregar produto certo, no preço certo e na hora correta.
Projeções para 2026
Mercado brasileiro registrou alta de 2,4% em 2025
Cauê Lira/Autoesporte
O ano de 2025 fechou com 2.547.034 emplacamentos, 2,4% acima de 2024 (e levemente superior ao PIB). Um crescimento moderado em parte influenciado por estímulos tributários nos segmentos de atuação do IPI Verde — o tipo de “empurrão” que melhora o número, mas não muda a estrutura.
Um ponto interessante observado foi a média diária de dezembro: 12.704 unidades/dia. Este fator não é pico, mas sugeriria um mercado acelerado em 2026. Janeiro as vendas caem, é normal e as médias não se sustentam.
As projeções da K.LUME seguem em 2,40 a 2,45 milhões de veículos leves, uma pequena queda que passam por fatores macroeconômicos (juros altos, crédito mais restrito, instabilidade política/econômica, Copa do Mundo e eleições). O alento é que produção e exportações devem subir, o que ajuda a indústria.
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As vendas diretas continuam altas e fecharam com 52,3% no ano. Ainda estruturalmente elevado, um pouco abaixo do que muitos esperavam.
Mercado de luxo
Marcas premium registraram bons resultados em 20265
Divulgação
Este mercado terminou 2025 maior do que 2024, mas com um detalhe essencial: cresceu pela concentração de poucos ganhadores e pela eletrificação, especialmente em SUVs premium e arquiteturas PHEV/EV, e não por uma expansão orgânica equilibrada.
O segmento de veículos de passeio de luxo passou de 51.191 unidades (2024) para 54.564 (2025), alta de 6,6%, bem acima do mercado geral (+2,4%). Trata-se de um mercado resiliente? Claramente sim. Deve-se considerar uma euforia? Certamente, não.
A fotografia por marca é clara:
BMW: 16.874 unidades (~31% do total), +4,2%, líder do segmento.
Mercedes-Benz: 9.731, com +46,5%, retomando força por reposicionamento e execução comercial.
Volvo: 9.726, +12,5%, sustentada por eletrificados e produtos muito bem posicionados.
Somadas, essas três já dão cerca de 2/3 do segmento. Com Porsche e Audi, as cinco maiores chegam a 86,4%. Isso diz muito sobre luxo no Brasil: tradição, escala, rede e consistência ainda pesam mais do que qualquer discurso.
A Audi, por outro lado, registrou queda
Renato Durães/Autoesporte
Do outro lado, quedas chamam atenção: Land Rover (-28%), Porsche (-11,8%), Audi (-10,8%). Não é “fim do desejo”. É ciclo de produto, disponibilidade, estratégia, decisões comerciais e timing.
A lista dos mais vendidos por modelo reforça o ponto de que os SUVs dominam:
BMW X1: 5.368 (+10,8%)
BMW 320i: 4.047 (+11,5%)
Volvo XC60: 3.515 (+7,5%)
Volvo EX30: 3.511 (+27,8%)
O EX30 é muito exemplificativo para o mercado brasileiro: produto correto com preço adequado e uma narrativa de eletrificação que o público aceita e entende.
Fica claro que o mercado de luxo no Brasil não se sustenta sem rede, peças, pós-venda e reparabilidade.
Mercado de usados
Brasil bateu recorde nas transferências de carros usados
Murilo Góes/Autoesporte
A Fenauto fechou 2025 com recorde: 18.508.929 usados comercializados, alta de 17,3% sobre 2024. É um número que, por si só, explica muito do Brasil atual: o usado virou o motor real de mobilidade quando o 0km não cabe no bolso do consumidor.
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Com números da própria entidade, percebe-se que todos os segmentos cresceram, com destaque para os comerciais leves (+24%) e pesados (+27,7%), além de motos em alta. A distribuição por idade também é reveladora:
0 a 3 anos: +40,3% (o “quase novo” virou substituto do 0 km)
13 anos ou mais: +21,0% (a base larga do país segue rodando e trocando dentro do possível)
E a razão é muito clara: os juros altos elevam parcela do veículo 0km, encarecem o crédito e empurram o consumidor para tickets menores.
Soma-se aos elementos do próprio mercado, a desmobilização de frotas, locadoras e a eficiência dos ecossistemas digitais, que aumentaram a oferta, aceleram giro e formação de preço. Decorrente desta movimentação, o preço médio do veículo usado caiu em 2025, inclusive em eletrificados. Para o consumidor, isso melhora acesso; para o mercado, abre uma discussão relevante sobre valor residual e a maturação do pós-venda
Para 2026, observamos uma tendência de leve queda no volume dos novos e neste caso a lógica é que o mercado de usados siga fortalecido, possivelmente na faixa de 19,25 a 19,75 milhões, embora enfrentando os mesmos riscos macroeconômicos (crédito, inadimplência, instabilidade).
Marcas chinesas
O mercado chinês no Brasil cresceu substancialmente em 2025, mas precisa ser lido no detalhe: trata-se de um crescimento concentrado e ainda dependente de poucos players, apesar do “barulho” de dezenas de marcas.
O total saltou de 169.304 (2024) para 244.913 (2025), alta de 44,7%. Quase todo relacionado a veículos de passeio (98,4%).
A concentração é quase absoluta: BYD, Caoa Chery e GWM somam 93,6% do total.
BYD: 112.973 (+46,9%)
Caoa Chery: 71.439 (+17,2%)
GWM: 42.796 (+46,5%) (com submarcas e lançamentos em 2025)
O restante é pulverizado com muitas marcas abaixo de 1.500 unidades/ano e ainda testando estrutura, logística e pós-venda.
Nos comerciais leves, o crescimento de 217% (de 1.213 para 3.845) chama atenção, mas segue sobre uma base ainda insignificante e dependente de movimentos específicos.
No geral a diferença para as tradicionais é clara. As chinesas surfam nas novidades, tecnologia, design, eletrificação tangível e foco em SUVs. As tradicionais, por sua vez, batem no ponto daquilo que sempre acaba definindo a compra do brasileiro: rede, peças, reparabilidade, valor residual, pós-venda e governança local.
2026 será o ano da prova. Marca não se torna “estabelecida” somente por intermédio de volume e equipamentos. No Brasil, quem não sustenta serviço, reposição e preço de venda, paga a conta rapidamente, neste contexto, este é o ano em que veremos quem fica ou quem vai embora.
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Fonte: Read More 

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