Exclusivo: Volkswagen Tukan terá motor híbrido 1.0 turbo igual ao da Fiat


A Volkswagen Tukan vai ser o primeiro carro nacional da marca com motorização híbrida flex. Isso já foi confirmado pela fabricante em março deste ano. A grande surpresa está no sistema e no motor escolhidos. Diferentemente do que vem sendo publicado por toda a imprensa, inclusive Autoesporte, as versões de topo cabine dupla da Tukan terão um sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts aliado ao motor 1.0 turbo conhecido como TSI.
Vale informar que a jornalista Rafaela Borges, do blog Primeira Classe, no portal UOL, foi a primeira a noticiar que a Tukan híbrida traria motor 1.0 turbo. Agora, a reportagem de Autoesporte pode afirmar que o sistema híbrido leve será de 12 volts e não de 48V, como se acreditava.
Ou seja, a Tukan trará ao mercado um sistema híbrido leve muito similar ao que a Stellantis adotou em modelos como Fiat Pulse e Fastback, além de Jeep Avenger e Peugeot 208 e 2008. Inclusive, a área de marketing da Volkswagen já está atuando para evitar a rejeição que o sistema T200 Hybrid da concorrente teve dos consumidores, visto que não entrega uma experiência de carro elétrico nem um ganho tão perceptível em consumo.
Volkswagen Tukan terá motor 1.0 TSI turbo com sistema híbrido leve de 12V, igual ao da Stellantis
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Por isso, conforme apurado por nossa reportagem, a Tukan 1.0 TSI de 12V não será chamada em nenhuma ação comercial da marca, nem mesmo nos nomes de versões ou por meio de emblemas do tipo “híbrido” ou “hybrid” na tampa da caçamba. O discurso será de que a motorização é “eletrificada”.
Ainda não conseguimos confirmar se o motor 1.0 TSI associado ao sistema híbrido leve de 12 volts da Tukan será na calibração 200 TSI, recém estreada no Tera 2027 e que rende até 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque com etanol, com câmbio automático de oito marchas, ou o 170 TSI, de até 116 cv e 16,8 kgfm, automático de seis marchas. Nossa aposta é na segunda opção.
Volkswagen Tukan Extreme
Divulgação/Volkswagen
Já o sistema híbrido leve de 48 volts associado ao motor 1.5 TSI Evo2 flex ficará restrito ao projeto Saga, um SUV cupê de porte médio que chega ao mercado brasileiro no começo de 2028. Conforme noticiamos em julho deste ano, o Saga se baseia no T-Roc europeu e pode até manter o nome, mas terá porte maior.
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Além de versões MHEV de 48V, o Saga terá motorização híbrida plena (HEV) de 170 cv baseada no mesmo motor. O conjunto 1.5 TSI Evo2 eletrificado, tanto de baixa quanto de alta tensão, virá inicialmente importado do México e terá sua produção nacionalizada só em 2031, conforme noticiamos com exclusividade em outubro do ano passado.
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Voltando a falar da Tukan TSI de 12V, o sistema híbrido leve deve ser gerenciado por um motor elétrico com potência de cerca entre 5 e 10 cv, que substitui de uma só vez o alternador e o motor de arranque. O sistema é alimentado por uma pequena bateria de íons de lítio localizada abaixo de um dos bancos dianteiros.
Este conjunto é capaz de auxiliar na partida a frio do veículo ou em arrancadas, ajudando a diminuir o delay no acelerador que tem sido comum em modelos da marca, por conta das novas legislações de emissões, o Proconve L8.
Volkswagen Tukan Extreme
Divulgação/Volkswagen
Por conta dessa legislação, a Tukan TSI de 12V deve ser o primeiro entre outros modelos da marca a adotar essa mesma motorização híbrida leve. A expectativa é que produtos como Polo, Virtus 170 TSI, Nivus Sense e futuras versões intermediárias do próprio Tera.
A motorização híbrida leve com motor 1.0 turbo da Volkswagen Tukan deve ser aplicada só nas versões de topo com cabine dupla, como a Extreme, já confirmada como opção de topo da picape intermediária. Já as configurações cabine simples devem trazer o veterano motor 1.6 MSI aspirado flex de 16 válvulas e quatro cilindros, de até 116 cv e 16,1 kgfm, com câmbio manual.
Volkswagen Tukan Robust
Divulgação/Volkswagen
Vale lembrar que a Volkswagen Tukan terá suspensão traseira por eixo rígido ômega com molas semielípticas, igual ao da Fiat Strada e que tem a função de aumentar a robustez e a capacidade de carga do modelo. Os freios traseiros serão a tambor.
A Volkswagen ainda não revelou nenhuma dimensão da Tukan, mas podemos esperar algo próximo ao da Chevrolet Montana: cerca de 4,70 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,60 m de altura e 2,80 m de entre-eixos, com uma caçamba de volume maior e mais capacidade de carga do que sua antecessora, a veterana Volkswagen Saveiro. Que, por sinal, seguirá em linha com uma versão movida apenas a etanol.
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