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6 carros automáticos japoneses usados e confiáveis por menos de R$ 70 mil

24/09/2026
6 carros automáticos japoneses usados e confiáveis por menos de R$ 70 mil


Você quer um carro de marca japonesa? E ele precisa, necessariamente, ter câmbio automático? Mas o preço tem que ser acessível e não pode ultrapassar a barreira dos R$ 70 mil? Pois então, as notícias são boas: há, sim, opções interessantes no mercado de usados com essas características. Deu até para fazer um listão, com nada menos que seis modelos que preenchem todos os requisitos em questão.
Para atender a diferentes gostos e necessidades, a relação inclui veículos de diferentes segmentos e características técnicas: há de hatch compacto a sedã médio. Os preços tomam por base pesquisas realizadas no site Mercado Livre. Veja como todos eles se saem em desempenho, consumo e habitabilidade, quais equipamentos cada modelo entrega e faça a sua escolha. Eis o listão de carros automáticos de marcas japonesas com preços até R$ 70 mil.
1. Nissan March 1.6 CVT 2020 – R$ 58.900
Porte compacto faz do Nissan March um aliado nos deslocamentos urbanos
Divulgação
Se você está procurando por um carro japonês automático, mas de porte compacto, o Nissan March pode ser a opção ideal: a partir da linha 2017 até o encerramento da produção em 2020, o hatch disponibilizou um câmbio do tipo CVT, sem simulação de marchas, associado a um motor 1.6 16V de aspiração natural, que desenvolve 111 cv de potência e 15,1 kgfm de torque tanto com gasolina quanto com etanol.
Esse conjunto consegue mover o hatch com agilidade, tanto que a aceleração de zero a 100 km/h deu-se em 10,1 segundos na pista da Autoesporte, 0,4 segundo a menos do que o divulgado oficialmente. Além do mais, o Nissan March é econômico: unidades equipadas com câmbio CVT obtêm, na cidade, médias de 11,7 km/l com gasolina e 7,8 km/l com etanol, segundo o Inmetro. Na estrada, os números também são bons, de 14,5 km/l (g) e de 9,8 km/l (e).
O hatch só é contraindicado para aqueles proprietários que precisam de espaço. Afinal, como a carroceria tem 3,83 metros de comprimento, 1,67 m de largura e 2,45 m de distância entre eixos, há limitações, em especial para as acomodações dos ocupantes do banco traseiro, e ainda para o porta-malas, cuja capacidade é de 265 litros.
No hatch, as dimensões compactas, associadas à direção elétrica, que vem de série, ajudam a manobrar em locais apertados. O ar-condicionado também é item padrão desde a versão S 1.6; a SV acrescenta faróis de neblina e rodas de liga leve de 15 polegadas, enquanto, na top de linha SL, há ainda ar-condicionado digital, central multimídia, câmera de ré e rodas de 16 polegadas. Os preços dos anúncios das diferentes configurações da gama variam muito pouco.
2. Toyota Corolla GLI 1.8 2014 – R$ 61.900
Em 2014, o Toyota Corolla estava duas gerações atrás do modelo atual
Toyota/Divulgação
Por menos de R$ 70 mil, fica difícil ir além da décima linhagem do Toyota Corolla, aquela que foi lançada no já longínquo ano de 2008 e permaneceu no mercado justamente até 2014, ano indicado aqui. Ou seja, é um veículo que está duas gerações atrás do atual, mas que preserva as características mais valorizadas por quem busca esse modelo: robustez mecânica e boa liquidez no momento da revenda. Os preços da versão GLi no Mercado Livre começam em R$ 61.900.
O motor é competente: o 1.8 entrega 144 cv de potência com etanol e 139 cv com gasolina, além de 18,6 kgfm de torque com o primeiro combustível e de 17,7 kgfm com o segundo. A idade da décima geração, porém, é denunciada pela presença do subtanque de partida a frio e também pelo câmbio automático de apenas quatro marchas.
O tempo informado pelo fabricante para aceleração de 0 a 100 km/h é de bons 10,6 s. As limitações do câmbio, que fazem o giro cair muito nas trocas (afinal, quando há apenas quatro relações, elas precisam ser longas), não comprometem muito o consumo, que é razoável, com médias, segundo o PBEV, de 7,1 km/l (e) / 10,5 km/l (g) na cidade e 9,1 km/l (e) / 13,3 km/l (g) na estrada.
O Toyota Corolla já apresentava, então, as conhecidas características de dirigibilidade confortável, porém pacata, com uma suspensão — que, nessa geração, emprega barra de torção no eixo traseiro — de calibragem macia, além de direção elétrica leve, mas um tanto indireta.
Os automóveis, de maneira geral, cresceram ao longo das últimas décadas, e com o Toyota Corolla não foi diferente. A décima geração é significativamente menor que a atual, com 4,54 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,48 m de altura e 2,60 m de distância entre eixos. Assim, o sedã não era tão espaçoso como é atualmente, mas consegue acomodar quatro adultos com conforto. O porta-malas é que já era grande, com 470 l. O acabamento também exibia bom padrão, com emborrachamento no painel.

Naquela época, a lista de equipamentos, do mesmo modo, era menor. A versão GLI 1.8 era a intermediária da gama e trazia ar-condicionado, direção elétrica, rodas de liga leve de 16 polegadas, controlador da velocidade de cruzeiro, sistema de som com Bluetooth e computador de bordo, mas os airbags se resumiam aos frontais, havendo também freios ABS. O Toyota Corolla em questão também não vinha com controle de estabilidade.
3. Honda Fit 1.5 CVT 2016 – R$ 62.900
Honda Fit tem motor 1.5 e câmbio CVT
Divulgação/Honda
Tal qual o Toyota Corolla e o Honda Civic, o compacto Fit também conquistou uma legião fiel de consumidores, o que o torna valorizado no mercado de usados. Assim, para ficar abaixo do teto de R$ 70 mil, o consumidor precisa optar por veículos com 10 anos de uso. A boa notícia é que, então, já estava em cena a terceira e última geração vendida no Brasil, que foi de 2014 até 2021. Exemplares do ano-modelo 2016 são anunciados no Mercado Livre por valores a partir de R$ 62.900.
O Honda Fit é reconhecido pela praticidade, devido à carroceria que mescla características de hatch e monovolume e, assim, consegue aproveitar com maestria o espaço interno. Apesar do porte compacto, com 3,99 m de comprimento, 1,69 m de largura, 1,53 m de altura e 2,53 m de entre-eixos, o modelo acomoda quatro adultos sem aperto e ainda comporta 363 l de bagagem no porta-malas. E o melhor é que, além de amplo, o habitáculo também é muito versátil, graças à modularidade dos bancos.
Em termos de desempenho, o Honda Fit não empolga, mas também não faz feio. Isso porque o motor 1.5 desenvolve 116 cv com gasolina ou de 115 cv com etanol. Se a potência não fica muito aquém de um 1.0 turbo de geração atual, o torque, de 15,3 kgfm com o primeiro combustível e de 15,2 kgfm com o segundo, situa-se em patamar um pouco inferior. Ademais, o câmbio automático do tipo CVT não tem marchas simuladas.
Em 2015, uma unidade equipada com esse conjunto mecânico acelerou de zero a 100 km/h em 10,9 s em um teste realizado pela Autoesporte: número razoável. Mas cabe destacar que a suspensão, mesmo com barra de torção atrás, exibe calibragem mais firme e consegue divertir o motorista em uma estrada sinuosa. Porém, no que o Honda Fit se destaca mesmo é no consumo de combustível, com médias, segundo o PBEV, de 8,3 km/l (e) / 12,3 km/l (g) na cidade e 9,9 km/l (e) / 14,1 km/l (g) na estrada.
Quanto à lista de equipamentos, o Honda Fit DX, de entrada, era muito básico. Se for possível, comece a busca a partir da configuração LX, que já traz, além de ar-condicionado manual, direção elétrica e airbags frontais, itens como sistema de som com bluetooth, retrovisores elétricos, banco do motorista com regulagem de altura e rodas de liga leve de 16 polegadas.
A EX acrescenta câmera de ré, faróis de neblina e sistema multimídia com tela de 5 polegadas, enquanto a top EXL inclui controlador da velocidade de cruzeiro, bancos e volante revestidos em material que imita couro e airbags laterais. A diferença de preços entre elas varia pouco.
4. Honda Civic LXR 2.0 2014 – R$ 64.900
Honda Civic é um dos medalhões do segmento de sedãs médios
Divulgação/Honda
Novidade da linha 2014, a versão LXR, juntamente com a LXS, marcaram a chegada do motor 2.0 ao sedã, que então estava na nona geração, conhecida como G9. Entre essas duas, a primeira é menos equipada: não traz teto solar, airbags laterais e controles de tração e de estabilidade. Porém, logicamente, tem preços mais em conta, abaixo da barreira dos R$ 70 mil, e ainda exibe maior oferta de veículos à venda no Mercado Livre.
Apesar de não ser a mais completa, essa versão traz um bom pacote, que inclui bancos revestidos de couro, ar-condicionado digital, faróis com acendimento automático, faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas e câmera de ré. Há até central multimídia, porém com tela de apenas 5 polegadas, uma evidência da passagem de mais de uma década desde o lançamento dessa linhagem do Honda Civic.
Novidade na época, o motor 2.0 desenvolve, com etanol, 155 cv de potência e 19,5 kgfm de torque; com gasolina, são 150 cv e 19,3 kgfm. Além de ser flex, essa unidade já dispensa o tanque auxiliar de partida a frio, o que facilita a vida do proprietário. No entanto, o consumo de combustível é elevado: o PBVE, do Inmetro, informa 6,6 km/l (e) / 9,7 km/l (g) na cidade, além de 9,0 km/l (e) / 13,1 km/l (g) na estrada.
Em conjunto com o câmbio automático de cinco marchas, o 2.0 dá desempenho convincente ao Honda Civic: Autoesporte aferiu, em 2013, uma aceleração de zero a 100 km/h em 9,9 s. Aliás, a reputação de boa dirigibilidade do Honda Civic é honrada pela nova geração. A direção é direta, ao passo que a suspensão, com sistema independente multilink no eixo traseiro, tem calibragem mais firme, para priorizar a estabilidade em curvas. O rodar não chega a ser desconfortável, mas é menos suave que na concorrência.
O Honda Civic G9 é sensivelmente menor que as gerações seguintes: tem 4,52 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,45 m de altura e 2,67 m de entre-eixos. Ainda assim, o habitáculo é espaçoso o suficiente para que quatro adultos viajem confortavelmente. O porta-malas, de 449 l, não chega a ser grande para um sedã médio, mas consegue acomodar tranquilamente a bagagem de uma família. Já o acabamento interno mescla plástico duro no painel com acolchoamento nas portas.
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5. Nissan Sentra SL 2.0 2017 – R$ 66.900
Nissan Sentra é opção menos lembrada em relação a Civic e Corolla
Divulgação
Concorrente direto do Honda Civic e do Toyota Corolla durante décadas, o Nissan Sentra sempre foi coadjuvante em relação a ambos. Para quem procura um carro japonês usado, isso é boa notícia: afinal, os preços são mais acessíveis que os dos dois modelos citados. Por valores a partir de R$ 62.977, é possível encontrar exemplares 2017 à venda no Mercado Livre. Naquele ano, a gama estava na sétima geração e havia acabado de passar por uma reestilização, que alterou o design de para-choques, grade, faróis e lanternas.
Apesar da menor aceitação em relação aos concorrentes, o caso é que o Nissan Sentra não deixa a desejar. O motor é um 2.0 flex, capaz de desenvolver 140 cv de potência e 20 kgfm de torque tanto com gasolina quanto com etanol. Já o câmbio é automático do tipo CVT, ainda sem simulação de marchas. Esse conjunto entrega desempenho razoável: em um teste publicado pela Autoesporte em maio de 2016, o sedã acelerou de zero a 100 km/h em exatos 11 s.
O consumo também é aceitável, com médias de 9,9 km/l (g) e 6,7 km/l (e) na cidade e de 12,6 km/l (g) e 9,1 km/l (e) na estrada. Quanto à dirigibilidade, o sedã não traz qualquer toque de esportividade: o foco é a suavidade, graças à suspensão de calibragem macia, com o tradicional eixo de torção na traseira. A direção, com assistência elétrica, também prioriza a leveza em manobras e se mostra indireta em altas velocidades.
A bordo do Nissan Sentra, ninguém reclama de espaço. Com 4,64 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,50 m de altura e 2,70 m de entre-eixos, ele acomoda quatro adultos com folga. Uma década atrás, o porta-malas era referência no segmento, com 503 l de capacidade. Já o acabamento está na média: mescla plásticos duros no console e em parte das forrações das portas com acolchoamento no painel.
Em 2017, a gama do Nissan Sentra era composta pelas versões S, SV e SL: no Mercado Livre, as três são anunciadas por preços semelhantes. Desde a primeira, há controlador da velocidade de cruzeiro, retrovisor interno eletrocrômico, ar-condicionado manual, faróis com acendimento automático, sensores de ré e rodas de liga leve de 16 polegadas.
A intermediária inclui central multimídia com tela sensível ao toque de 5,8 polegadas e câmera de ré, interior revestido em material que imita couro, ar-condicionado com duas zonas de temperatura e rodas de 17 polegadas. Por fim, a top de linha inclui sistema de áudio com assinatura da marca Bose, com 4 alto-falantes, 2 tweeters e 2 subwoofers, airbags laterais e do tipo cortina (totalizando seis bolsas), alertas de colisão, de fluxo cruzado na traseira e de ponto-cego, banco do motorista com regulagem elétrica e teto solar.
6. Toyota Yaris XL 1.3 hatch 2019 – R$ 69.900
Toyota Yaris foi lançado em 2018 e contava com motores 1.3 e 1.5
Divulgação/Toyota
Modelo mais acessível que o Corolla, mas um pouco mais refinado que o Etios, o Toyota Yaris chegou ao Brasil em 2018, como linha 2019, e permaneceu no mercado até 2024. Inicialmente, a gama foi posicionada em um patamar superior ao do Etios, que, no fim das contas, acabou sucumbindo. No início deste ano, a linha foi substituída pela configuração Cross, de carroceria elevada, que tem proposta um tanto diferente.
A má notícia é que, para ficar abaixo do teto de R$ 70 mil, é preciso optar por unidades do hatch equipadas com motor 1.3, em vez do 1.5, que entrega melhor desempenho com praticamente o mesmo consumo. A unidade de menor cilindrada desenvolve somente 101 cv (e) / 94 cv (g) de potência e 12,9 kgfm (e) / 12,5 kgfm (g) de torque. O câmbio é do tipo CVT, com simulação de sete marchas.
Com essa mecânica, o consumo de combustível do Toyota Yaris, segundo o PBEV, do Inmetro, é de 9 km/l na cidade, com etanol, e de 13,1 km/l com gasolina. Em trajetos rodoviários, as médias vão para 9,9 km/l (e) e 14,2 km/l (g). Quanto ao desempenho, o motor 1.3 de aspiração natural precisa de 12,5 s para fazer o hatch acelerar de 0 a 100 km/h, segundo dados divulgados pelo fabricante.
O habitáculo do Yaris está um degrau acima da média do segmento de compactos: a distância entre eixos de 2,55 m já permite que os passageiros do banco traseiro viajem sem aperto para os joelhos. O comprimento total é de 4,14 m, e a largura, de 1,73 m.
O porta-malas, para um hatch compacto, é razoável, com 310 l. No sedã da gama, o volume do bagageiro sobe para 473 l, mas o entre-eixos não muda, de modo que o vão para as pernas dos ocupantes de trás é rigorosamente o mesmo. O acabamento emprega bastante plástico duro, mas ao menos exibe apoios de braço estofados nas quatro portas.
Quanto aos equipamentos, a versão XL 1.3 do Toyota Yaris ia um pouco além do essencial e trazia ar-condicionado, direção elétrica, faróis de neblina, controlador da velocidade de cruzeiro e rodas de liga leve de 15 polegadas. A XL Plus Tech passa a incluir central multimídia com tela de 7 polegadas e chave presencial com botão de partida. Em ambas, há controle eletrônico de estabilidade, mas apenas dois airbags.
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Nota de transparência: Autoesporte mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, Autoesporte pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a setembro de 2026.

Fonte: Read More 

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