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Chevrolet Montana Premier 2027: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem

19/09/2026
Chevrolet Montana Premier 2027: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem


Mesmo sendo uma categoria voltada ao trabalho, nos últimos anos as picapes vêm se adaptando à vida nas grandes cidades, seja oferecendo maiores pacotes tecnológicos e de segurança, ou até aprimorando o acabamento interno. Nesse cenário está a Chevrolet Montana, caminhonete intermediária da General Motors que possui duas missões: brigar tanto com a Fiat Strada, líder absoluta de vendas, quanto com a Fiat Toro.
Assim, a picape aposta em um leque de cinco versões, com preços entre R$ 133.090 e R$ 171.390, que diferem em acabamento e equipamentos, já que a motorização é a mesma. A versão de entrada é a única com câmbio manual, de seis marchas. Já a Montana Premier 2027, vendida por R$ 164.190, é a segunda mais cara da gama — e, nessa faixa de preço, briga diretamente com a opção de entrada da Toro, que custa R$ 167.490.
Chevrolet Montana Premier 2027 tem as lanternas interligadas por uma peça em preto brilhante na tampa da caçamba
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
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E já que o segmento promete ficar movimentado com a chegada de Renault Niagara, Volkswagen Tukan e BYD Mako, será que a Chevrolet Montana Premier tem o que precisa para se destacar entre as rivais? Autoesporte passou alguns dias com a caminhonete e separou cinco pontos positivos e cinco características negativas do modelo que devem ser levados em consideração Confira!
Chevrolet Montana Premier 2027 – razões para comprar:
1 – O melhor consumo do segmento
Chevrolet Montana Premier 2027 vem com rack de teto e santantônio de série
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
O principal trunfo da Montana contra as rivais é o consumo. Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, a picape faz 7,5 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada com etanol e 11 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada com gasolina. Como mencionado, todas as versões possuem o mesmo motor: 1.2 turbo flex de três cilindros, que pode ser aliado ao câmbio manual ou automático de seis marchas. Na versão testada, a transmissão é automática.
Já a Toro Endurance T270 Flex, também com câmbio automático de seis marchas e vendida na mesma faixa de preço, registra 6,8 km/l na cidade e 7,9 km/l na estrada com etanol e 9,8 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada com gasolina, nos testes do órgão brasileiro. Compare com outras picapes da categoria:
Compare o consumo da Chevrolet Montana com as rivais
2 – Custos pós-venda e baixa desvalorização
Versão Premier da Chevrolet Montana 2027 custa R$ 164.190 e é a primeira da gama a oferecer faróis de LED
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O valor de revenda é um dos principais tópicos a serem observados antes de se adquirir um carro 0 km. A boa notícia é que a Montana não decepciona quando o assunto é desvalorização. O índice de perda de valor da caminhonete é de apenas 3,5%, comparando uma unidade que acabou de sair da concessionária com um exemplar que tem um ano de uso. O número é menor que o índice de 15,4% da Toro.
O valor das revisões é o mais baixo da categoria, O proprietário vai gastar de R$ 3.352. em cinco anos de uso, rodando 10 mil km por ano. No caso da Toro, as revisões custam R$ 4.618.
Por fim, os preços cobrados pela cobertura de seguro*: R$ 3.571 para homens e R$ 5.666 para mulheres. Estão entre os mais em conta do segmento. Quem ganha é a Renault Oroch — que sairá de linha com a chegada da Niagara —, com valores de R$ 3.211 e R$ 5.513, respectivamente. Os dados foram coletados pela nossa reportagem para a produção do Superguia Qual Comprar 2026**.
3 – Conectividade não decepciona
Central multimídia da Chevrolet Montana Premier 2027 é integrada ao painel de instrumentos digital por uma moldura preta, dando mais sofisticação ao acabamento
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
A jornalista que vos escreve testou o Onix Plus Premier há pouco tempo, que recebeu o mesmo elogio da Montana: o pacote tecnológico agrada e facilita a vida do motorista. A tela tem ótima resolução e o sistema MyLink é um dos mais intuitivos que já usei, disponibilizado desde a versão de entrada, assim como o serviço de concierge OnStar — com acesso gratuito ao app myChevrolet por 8 anos —, wi-fi a bordo e Bluetooth para dois celulares. A conexão com Android Auto e Apple CarPlay é sempre sem fio, mas há uma entrada USB-A e uma USB-C à disposição do motorista.
Já a central multimídia, é de 8 polegadas na opção mais barata, MT, e de 11″ a partir da configuração LT — ou seja, também disponível no pacote Premier. O quadro de instrumentos digital, por sua vez, é oferecido a partir da Montana LTZ, que custa R$ 156.090. Desta vez, minha única ressalva é que após a primeira vez em que optei por carregar meu celular via cabo, e não pelo carregador por indução (falaremos disso mais adiante), o som ficava mudo e voltava repetidas vezes, e parecia que o “tranco” do carro passando pelo asfalto esburacado influenciasse a falha.
4 – Ergonomia e dinâmica ao dirigir
Bancos da Chevrolet Montana Premier 2027 tem revestimento de couro de série
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Para quem não está acostumado a rodar longos trajetos em picapes, a ideia pode soar um tanto desconfortável. A Montana, entretanto, quer ser uma caminhonete que se comporta como SUV, e traz material de qualidade nos bancos, que não são estreitos e oferecem ajustes — mesmo que não sejam elétricos. Ainda é possível regular altura e profundidade do volante desde a versão LT.
Já a suspensão, independente do tipo McPherson na dianteira e por eixo de torção na traseira, se mostrou bem ajustada ao desnível do asfalto paulista. Não senti que a caçamba balançava de um jeito desproporcional ao ponto de incomodar. Ponto para o arranjo de duplo batente com rigidez variável que a GM instalou para fazer a compensação de peso.
Além disso, a picape vai de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, segundo a fabricante. O Tracker com a mesma mecânica cumpriu a marca em 9,3 s em nossos testes.
5 – Custo-benefício da versão
Ar-condicionado digital e automático e carregador de celular por indução são alguns destaques entre os equipamentos da Chevrolet Montana Premier 2027
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
A Montana Premier 2027 tem bom custo-benefício para quem deseja entrar no segmento das picapes intermediárias, ou tem uma picape compacta e quer fazer um upgrade. Como a Chevrolet não possui uma representante direta na categoria da Strada, o modelo funciona como uma “ponte” entre a líder de vendas do Brasil e a Toro.
A configuração que testamos, por exemplo, é a segunda mais cara do portfólio. E é vendida na faixa de preços da opção mais barata da Toro. Além disso, em comparação com a Montana RS, mais cara da gama, as diferenças são apenas visuais, já que a versão com DNA esportivo traz acabamento escurecido e design exclusivo para as rodas e os bancos. Em tecnologia e segurança, portanto, a Montana Premier traz a lista mais completa de equipamentos.
Enquanto a versão RS traz grade escurecida, visual da Chevrolet Montana Premier 2027 tem detalhes cromados
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Fora os itens já mencionados ao longo da reportagem, a versão oferece seis airbags, luz ambiente decorativa, controle de cruzeiro, controles de estabilidade, tração e em subidas, sensor de ponto cego, ar-condicionado digital e automático, vidros elétricos com funções “um toque” e antiesmagamento, travas elétricas, sensor crepuscular, direção com assistência elétrica, 8 ganchos na caçamba, tampa da caçamba com alívio de peso e abertura por botão elétrico sensível ao toque.
O pacote continua com capota marítima, rack no teto, câmera e sensor de ré, alça de segurança no teto para os passageiros, desembaçador traseiro, chave presencial com partida por botão, console central com descansa braço para o motorista, seis alto-falantes, rodas de liga leve de 17” com visual exclusivo da versão, carregador de celular por indução, faróis de LED e santantônio.
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Chevrolet Montana Premier 2027 – motivos para pensar bem:
1 – Motor está entre os menos potentes da categoria
Chevrolet Montana oferece só uma opção de motorização, enquanto rivais já apostam em mais de um conjunto
Renato Durães/Autoesporte
Se a Montana chama a atenção pelo ótimo consumo, o conjunto mecânico pode deixar a desejar em comparação com as rivais. Com exceção da Oroch, todas as caminhonetes da categoria oferecem mais de uma opção de motorização, incluindo conjuntos eletrificados. Compare as picapes intermediárias no Superguia Qual Comprar 2026, clicando aqui.
Além disso, o motor 1.2 turbo flex que rende até 141 cv e 22,9 kgfm de torque da picape da Chevrolet é o segundo menos potente do segmento, e só ganha da rival da Renault, que oferece propsulsor 1.6 aspirado flex de até 112 cv. A rival direta em faixa de preço, que é a versão de entrada da Toro, entrega até 176 cv com o conjunto T270 da Stellantis.
O conjunto ainda carrega a má fama da correia banhada a óleo, que registrou vários problemas com desgaste prematuro e esfarelamento, que levam ao entupimento da bomba de óleo e corrosão do sistema. Vale dizer, que a marca oferece garantia de 15 anos ou 240 mil km para a peça, mas é necessário seguir à risca o protocolo de manutenção do manual do proprietário, que inclui o uso de óleo com certificação Dexos a cada mil km.
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2 – Espaço interno e acesso ao veículo
Chevrolet Montana Premier 2027 perde para a Fiat Toro no quesito espaço interno
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Até por ser uma ponte entre a Strada e a Toro em posicionamento de mercado, a Montana também é intermediária entre as irmãs da Stellantis quando o assunto é tamanho. A picape da Chevrolet tem 4,72 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,66 m de altura e 2,80 m de entre-eixos. A última medida tem 7 centímetros a mais, em comparação com a picape compacta da Fiat (2,73 m). Em contrapartida, a distância entre os eixos da Toro é 19 cm maior (2,99 m).
Trazendo os números para o posicionamento da versão Premier, a representante da Chevrolet sai em desvantagem e perde para a líder da categoria. De fato, apesar da estratégia de fazer as folhas de porta mais “finas” para não ocuparem tanto espaço na cabine, pessoas mais altas poderão sentir desconforto na seguda fileira, principalmente no assento do meio, que carece de espaço para as pernas, pois o console central é muito comprido.
Para quem tem crianças pequenas, vale mencionar o fato de que o acesso à picape é dificultado pelo pequeno ângulo de abertura das portas. Assim, fixar cadeirinhas e até passar um bebê conforto pode ser mais complicado. Nenhuma das versões possui estribo lateral.
3 – Acabamento simples pelo preço
Acabamento da Chevrolet Montana Premier 2027 traz poucos detalhes em couro e abusa do plástico duro
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Considerando que estamos falando de um veículo que custa mais de R$ 160 mil, a Chevrolet Montana Premier 2027 abusa de plástico duro no acabamento. Apesar da versão já vir equipada com bancos de couro, o material sensível ao toque só é encontrado em parte do painel e em volta dos botões de abertura e fechamento dos vidros nas portas dianteiras. Além disso, o alto-falante tem um aplique tridimensional, que traz uma moderniade à cabine, mas ainda assim, feito de material rígido.
4 – Volume da caçamba e capacidade de carga
Chevrolet Montana Premier 2027 tem uma das menores capacidades de carga do segmento, mas vem com capota marítima de s
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Se o foco da categoria é o trabalho, a Montana pode perder para as rivais, já que a capacidade de carga da caçamba está entre as menores do segmento. São 628 kg, além dos 874 litros de volume até a capota. Na linha 2027 da Toro, os números sobem para 750 kg e 937 l, respectivamente. Vale dizer, que o compartimento da caminhonete da GM é até menor que o da Strada, com seus 844 l de caçamba e 750 kg de capacidade de carga.
Já a Oroch, perde no tamanho da caçamba (683 l) mas ganha da Montana em carga (650 kg), enquanto a Maverick Black tem a menor capacidade de carga do segmento (618 kg), mas ganha da caminhonete norte-americana em volume (953 l). A líder entre as picapes intermediárias nesse quesito é a Rampage, com caçamba de 980 l e capacidade para transportar até 1.015 kg.
5 – Faltam porta-objetos
Chevrolet Montana Premier 2027 não tem outro lugar para guardar o celular, além do carregador por indução
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Por fim, a Chevrolet Montana Premier 2027 carece de porta-objetos à disposição do motorista e passageiros, “sobrecarregando” o uso dos porta-copos. Na dianteira, por exemplo, há os compartimentos nas portas — geralmente usados para armazenar garrafas e moedas ou itens menores — e apenas o console com descanso de braço para armazenar itens do uso diário. Esse último ainda, precisa ser aberto, não sendo prático para quando o motorista está sozinho no carro.
Projetado especificamente para armazenar o celular, há apenas o carregador por indução — que não traz a opção de ligar e desligar. Assim, o aparelho sempre fica em contato com a fonte de energia que geralmente superaquece o telefone, e até quando é feita a opção de recarregar via cabo, o celular tem que ficar armazenado no local de indução, já que não há outro compartimento.
Segunda fileira da Chevrolet Montana Premier 2027 tem tomada 12V e duas entradas USB-A, mas esquece da saída de ar para os passageiros
Júlia Maria Toledo/Autoesporte
Pontos positivos: Melhor consumo do segmento, tecnologia embarcada e baixa desvalorização;
Pontos negativos: Motorização entre as menos potentes da categoria, uma das menores capacidades de carga do segmento e falta de porta-objetos na cabine
Chevrolet Montana Premier 2027
Veja também:
Teste: Ford Maverick Tremor é 4×4 e resolve antigos problemas da picape
Teste: BYD Mako provoca a Tukan e mostra que a Toro deve se preocupar
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