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Teste: BYD Dolphin G promete uma nova revolução, agora entre os híbridos

30/08/2026
Teste: BYD Dolphin G promete uma nova revolução, agora entre os híbridos


Em processo de consolidação entre as quatro marcas que mais vendem carros no Brasil, a BYD prepara sua próxima ofensiva. Depois de conquistar espaço com Dolphin e Dolphin Mini, a fabricante chinesa vai apostar em um segmento pouco explorado globalmente e inédito no país: o dos hatches híbridos plug-in (PHEV). O escolhido é o Dolphin G, modelo recém-lançado na Europa, que será produzido em Camaçari (BA), já com conjunto flex. Antes de sua estreia no Brasil, Autoesporte foi à Alemanha para acelerar a novidade.
Previsto para chegar ao mercado brasileiro até o primeiro semestre de 2027, o Dolphin G não tem relação técnica com o Dolphin elétrico vendido atualmente. Trata-se de um projeto totalmente novo, desenvolvido sobre outra plataforma e equipado com a quinta geração do sistema híbrido plug-in DM-i, o mesmo utilizado pelo Atto 2, lançado recentemente.
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BYD Dolphin G pode ser considerado a segunda geração do hatch compacto
Divulgação
A proposta do Dolphin G é oferecer uma experiência muito próxima à de um elétrico, mas sem depender exclusivamente da infraestrutura de recarga. Na Europa, foi lançado nas versões Active, Boost, Comfort e Sport, com preços entre 24 mil euros e 31 mil euros (cerca de R$ 140 mil a R$ 180 mil em conversão direta). Por aqui, a marca já confirmou que o modelo chegará por um preço competitivo.
Híbrido que prioriza o motor elétrico

O grande diferencial do Dolphin G está no conjunto híbrido formado pelo conhecido motor 1.5 aspirado de injeção direta, que opera no eficiente ciclo Atkinson, aliado a um motor elétrico de 163 cv instalado no eixo dianteiro. Diferentemente de híbridos convencionais, o sistema DM-i privilegia a tração elétrica na maior parte do tempo. De acordo com a carga da bateria e a demanda por potência, o motor a combustão pode atuar apenas como gerador, trabalhar em conjunto com o elétrico ou mover diretamente as rodas.
BYD Dolphin G tem autonomia total superior a 1.000 km
Divulgação
A versão de entrada, Active, utiliza baterias Blade de 7,4 kWh e entrega 176 cv de potência combinada. Já as demais recebem uma bateria de 18,3 kWh, o que eleva a potência combinada para 212 cv. Segundo a BYD, a autonomia combinada supera 1.000 km em ambas as configurações, e a autonomia elétrica varia entre 40 km e 105 km, dependendo da bateria.
A recarga também muda. A versão com bateria menor aceita só 3,3 kW em corrente alternada (AC), o que permite recuperar entre 15% e 100% da capacidade em 3 horas. A maior suporta 6,6 kW em carregadores AC e 39 kW em corrente contínua (DC), recuperando entre 10% e 80% da carga em cerca de 26 minutos.
Quando equipado com rodas aro 18, Dolphin G fica com uma suspensão mais firme, dura até demais para ruas mais esburacadas
Divulgação
Espaço de SUV compacto

Com 4,16 metros de comprimento e 2,61 m de entre-eixos, o Dolphin G está entre os maiores hatches compactos do mercado. Para efeito de comparação, o Dolphin convencional tem 4,12 m de comprimento e 2,70 m de distância entre os eixos. Já o Dolphin Mini, 3,78 m de comprimento e 2,50 m de entre-eixos. O bom aproveitamento da cabine possibilita acomodar quatro adultos de 1,80 m com conforto, e o piso plano melhora a vida de quem viaja no banco traseiro, até mesmo na posição do meio. Outro diferencial pouco comum na categoria são as saídas de ar–condicionado dedicadas para a segunda fileira.
O porta-malas também chama a atenção. São 425 litros de capacidade — volume superior ao de um Hyundai Creta, por exemplo, que oferece 422 litros. Com os bancos rebatidos, a capacidade chega a 1.225 litros. Há ainda um compartimento inferior de 45 litros para guardar os cabos de recarga.
Na Europa, o BYD Dolphin G foi lançado com quatro versões
Divulgação
Tecnologia em destaque

A cabine segue o padrão dos modelos mais recentes da BYD. O painel de instrumentos é digital, com 8,8 polegadas, já a central multimídia pode chegar a 12,8” nas configurações mais caras. Na versão testada, a tela tem 10,1”. Indo na contramão de alguns produtos chineses, a BYD surpreende ao usar botões físicos para funções importantes, como modos de condução e comandos do ar-condicionado. Aliás, vale dizer que não há aquela irritante inversão dos comandos dos vidros, o que é um ponto muito positivo.
BYD Dolphin G Sport é uma das versões que tem carregamento de 10% a 80% em 26 minutos
Divulgação
Entre os equipamentos disponíveis estão ainda head-up display, carregador de celular por indução, ajustes elétricos dos bancos e integração nativa com aplicativos do Google. O acabamento também transmite boa impressão, com combinação de plásticos rígidos, superfícies macias ao toque e montagem bem executada.
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Diferentes dos demais carros da marca, o BYD Dolphin G conta com botões físicos
Divulgação
Como anda o BYD Dolphin G híbrido?

O primeiro contato com o BYD Dolphin G aconteceu em um percurso de aproximadamente 100 quilômetros entre cidades e estradas nos arredores de Berlim (Alemanha). O principal destaque é o funcionamento do conjunto híbrido. Mesmo no modo automático, o sistema privilegia a condução elétrica por mais tempo do que o esperado, enquanto o motor 1.5 entra em ação de forma discreta para gerar energia para as baterias Blade ou complementar o desempenho, apenas quando necessário.
Console central elevado e teto panorâmico são alguns dos padrões de refinamento preservados no Dolphin G
Divulgação
Ao longo do percurso, os números anunciados pela BYD mostraram-se próximos àqueles obtidos da prática. O hatch iniciou o trajeto indicando 1.004 km de autonomia total e com a bateria em 90%. Ao fim, apontava 907 km disponíveis, reforçando a eficiência do conjunto híbrido. A BYD declara um consumo combinado de 22,2 km/l quando o sistema opera como híbrido, com ciclo misto entre urbano e rodoviário, e de 15,9 km/kWh em modo apenas elétrico, com autonomia elétrica oficial de 105 km (ciclo WLTP).
BYD Dolphin G tem bom espaço interno, com 2,61 m de entre-eixos
Divulgação
Quem preferir pode selecionar o modo totalmente elétrico, embora acelerações mais intensas façam o sistema acionar automaticamente o motor a combustão para entregar toda a potência prometida. E, como ocorre em outros BYD já comercializados no Brasil, o motorista também pode definir o percentual mínimo de carga que deseja preservar na bateria, além de ajustar a intensidade da regeneração de energia durante as desacelerações.
Porta-malas de 425 litros é outro bom destaque
Divulgação
Na versão de 212 cv, o Dolphin G entrega respostas rápidas e acelerações típicas de um elétrico. Segundo a BYD, o hatch vai de zero a 100 km/h em 8,3 segundos e atinge 180 km/h de velocidade máxima. Os modos de condução alteram a resposta do acelerador e da direção, mas sem mudanças radicais na personalidade do carro. Outro aspecto que evoluiu em relação aos primeiros modelos da marca é a dinâmica. O Dolphin G apresenta um acerto de suspensão surpreendentemente mais firme do que os carros de geração anterior da BYD, controlando melhor os movimentos da carroceria em curvas rápidas e mudanças de direção.
Motor 1.5 a combustão será flex na versão brasileira
Divulgação
Em contrapartida, esse ajuste deixa o rodar um pouco mais seco em pisos irregulares, principalmente nas versões mais caras, equipadas com rodas de 18 polegadas. As opções com rodas de 16” oferecem um conforto de rolamento superior, devido aos pneus de perfil maior. A direção é precisa e o pedal de freio tem resposta linear, transmitindo confiança mesmo em frenagens mais fortes.
BYD Dolphin G é um projeto totalmente novo, desenvolvido sobre outra plataforma e equipado com a quinta geração do sistema híbrido plug-in DM-i
Divulgação
Se repetir no Brasil o bom equilíbrio demonstrado nesse primeiro contato, o BYD Dolphin G tem potencial para conquistar clientes em um espaço praticamente vazio no mercado nacional. O conjunto híbrido plug-in proporciona uma experiência muito próxima à de um elétrico, sem depender apenas de infraestrutura de recarga. O espaço interno e o porta-malas generosos reforçam sua vocação familiar. Agora resta ver o posicionamento de preço para entender qual será o impacto da novidade por aqui. A concorrência que se cuide.
Pontos positivos: Consumo e autonomia; espaço interno e porta–malas; inovação do sistema PHEV em um hatch; dinâmica
Pontos negativos: Desempenho; isolamento acústico; versão de entrada sem recarga rápida; suspensão
BYD Dolphin G Sport
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