Omoda: conheça os SUVs da marca chinesa vendidos no Brasil


A Omoda é uma das apostas mais recentes da indústria automotiva chinesa para conquistar espaço no mercado brasileiro. A marca faz parte do grupo Chery International e desembarcou oficialmente no país ao lado da Jaecoo, formando uma nova operação independente da Caoa Chery. A estratégia é semelhante à adotada em outros mercados globais: oferecer SUVs eletrificados com visual marcante, alto nível de tecnologia e ampla lista de equipamentos para disputar clientes em segmentos dominados por fabricantes tradicionais e por outras chinesas, como BYD e GWM.
A chegada da Omoda ocorre em um momento de forte expansão dos veículos eletrificados no Brasil. Em vez de apostar em modelos de entrada, a fabricante decidiu estrear com SUVs médios, segmento que concentra parte importante do crescimento do mercado e reúne consumidores dispostos a investir mais em conforto, segurança e conectividade. Além do design futurista, os modelos têm como destaque o pacote de assistentes de condução, grandes telas para o painel de instrumentos e central multimídia, além de garantia estendida.
Atualmente, a linha brasileira é composta pelos SUVs Omoda 5, Omoda E5 e Omoda 7, cada um com uma proposta diferente. O Omoda 5 utiliza um sistema híbrido convencional (HEV), o E5 é a alternativa 100% elétrica da marca, enquanto o Omoda 7 amplia a oferta com um conjunto híbrido plug-in (PHEV), voltado para quem busca maior autonomia elétrica sem renunciar à flexibilidade do motor a combustão. Juntos, eles posicionam a Omoda em três dos principais nichos do mercado de eletrificados.
A seguir, confira os detalhes de cada SUV vendido no Brasil, incluindo versões, preços, dimensões, motorização e os principais equipamentos oferecidos pela fabricante.
Omoda 5 — a partir de R$ 159.990
Omoda 5 HEV Prestige é o modelo mais barato da marca chinesa
Renato Durães/Autoesporte
Principal porta de entrada da marca no Brasil, o Omoda 5 disputa um dos segmentos mais competitivos do mercado: o de SUVs médios eletrificados, categoria que reúne modelos como Toyota Corolla Cross Hybrid, GWM Haval H6 HEV e BYD Song Pro. O SUV mede 4,45 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,59 m de altura e tem entre-eixos de 2,61 m, enquanto o porta-malas acomoda 372 litros.
Seu conjunto híbrido convencional (HEV) combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 143 cv e 21,9 kgfm com um propulsor elétrico dianteiro de 204 cv e 31,6 kgfm, alimentado por uma bateria de 1,83 kWh. A potência combinada chega a 224 cv e o torque máximo é de 37,2 kgfm, sempre gerenciados por uma transmissão automática DHT desenvolvida especificamente para sistemas híbridos.
De acordo com o teste da Autoesporte, a arrancada de 0 a 100 km/h é cumprida em 8 segundos. Segundo o Inmetro, o modelo faz 15,1 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada, números competitivos para um SUV de seu porte.
Painel digital e central multimídia têm as mesmas 12,3 polegadas
Renato Durães/Autoesporte
A gama começa em R$ 159.990 na versão Luxury e chega a R$ 184.990 na Prestige. Desde a configuração de entrada, o Omoda 5 oferece sete airbags, rodas de liga leve de 18 polegadas, faróis Full LED, painel digital e central multimídia de 12,3 polegadas, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, câmera 540°, ar-condicionado digital de duas zonas, teto solar panorâmico, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e pacote de assistentes de condução.
A Prestige acrescenta sistema de som Sony, bancos dianteiros com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento, carregador de celular por indução de 50 W, tampa do porta-malas elétrica e um pacote Adas ainda mais completo, tornando-se uma alternativa interessante para quem procura um híbrido bem equipado sem chegar aos preços dos modelos premium.
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Omoda E5 — R$ 204.990
Omoda E5 2026 dianteira 3/4
Divulgação
O Omoda E5 ocupa espaço entre os SUVs médios totalmente elétricos, segmento que cresce rapidamente no Brasil e hoje é liderado por modelos como BYD Yuan Plus, Volvo EX30 e GAC Aion Y. Embora compartilhe a carroceria com o Omoda 5, o modelo troca completamente o conjunto mecânico. O propulsor elétrico instalado no eixo dianteiro desenvolve 204 cv e 34,6 kgfm de torque instantâneo, alimentado por uma bateria de 61,1 kWh. O fabricante afirma que a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,6 s. De acordo com o Inmetro, o SUV oferece 345 km de autonomia.
São 4,45 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,59 m de altura, 2,61 m de entre-eixos e porta-malas de 372 l. Vendido em versão única por R$ 204.990, o E5 aposta em uma lista de equipamentos que rivaliza com SUVs de categorias superiores. O modelo sai de fábrica com sete airbags, rodas de 18 polegadas, faróis Full LED, teto solar elétrico, painel digital de 12,3 polegadas, central multimídia de mesmo tamanho com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sistema de som Sony, carregador de celular por indução de 50 W, bancos dianteiros com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento, câmera 540°, sensores de estacionamento e pacote Adas 2.5 com 15 assistentes de condução.
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Omoda 7 — a partir de R$ 254.990
Omoda 7 é o único híbrido do tipo plug-in da marca
Divulgação
Maior e mais sofisticado da gama, o Omoda 7 entra em um segmento acima dos irmãos menores e passa a disputar o mercado de SUVs médios-grandes híbridos plug-in, onde enfrenta modelos como BYD Song Plus, GWM Haval H6 PHEV e Toyota RAV4 Hybrid. O SUV mede 4,66 m de comprimento, 1,88 m de largura, 1,67 m de altura e tem entre-eixos de 2,72 m, dimensões que se refletem em uma cabine mais espaçosa e em um porta-malas de 590 l.
O modelo tem autonomia de 60 km usando apenas eletricidade
Divulgação
O conjunto híbrido plug-in combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 143 cv e 21,9 kgfm com um motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm, entregando 279 cv de potência combinada e 37,2 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automático DHT. O desempenho é superior às duas versões do Omoda 5. Segundo a marca, a aceleração de 0 a 100 km/h é vencida em 7 s.
A bateria de 18,4 kWh permite realizar boa parte dos deslocamentos urbanos apenas com energia elétrica. Segundo os dados oficiais registrados pelo Inmetro, a autonomia elétrica declarada é de 60 km, além de médias de consumo de 14 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada, sempre abastecido com gasolina.
O entre-eixos de 2,72 metros oferece amplo espaço traseiro
Cauê Lira/Autoesporte
Os preços começam em R$ 254.990 na versão Luxury e chegam a R$ 279.990 na Prestige. A configuração de entrada já reúne sete airbags, rodas de 19 polegadas, teto solar panorâmico, bancos dianteiros com ajustes elétricos, ventilação e aquecimento, central multimídia de 15,6 polegadas, painel digital, carregador de celular por indução, sistema de som Sony, câmera 540° e pacote Adas 2.5 com 18 assistentes de condução.
A Prestige amplia a oferta de conforto com rodas de 20 polegadas, head-up display, sistema de som Sony com 12 alto-falantes, banco do passageiro com função de massagem, bancos traseiros aquecidos, volante aquecido e acabamento mais refinado. O objetivo é posicionar o Omoda 7 como uma opção para quem busca um SUV híbrido plug-in com equipamentos próximos aos de modelos premium.
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