Honda WR-V EXL: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem


O Honda WR-V de segunda geração em nada lembra o desengonçado modelo original derivado do Fit. Apesar de compartilhar a plataforma GSC com a família City, o SUV compacto tem personalidade própria, além de chamar a atenção pelo custo-benefício: oferece mais espaço do que um HR-V a preços menores. Tanto que a versão de topo, EXL, custa R$ 154 mil. E Autoesporte separa cinco razões para comprar e cinco motivos para pensar bem.
Por esse valor, o Honda WR-V EXL traz a mesma mecânica do City e das versões de entrada do HR-V: motor 1.5 aspirado flex com injeção direta de até 126 cv de potência com qualquer combustível, sendo 15,5 kgfm de torque com gasolina e 15,8 kgfm com etanol. O câmbio é sempre automático do tipo CVT (continuamente variável), de sete marchas simuladas, com tração dianteira.
Honda WR-V EXL 2026: razões para comprar
1. Espaço interno e porta-malas
Um dos maiores trunfos do Honda WR-V é o porte avantajado para o preço. Por R$ 154 mil, o SUV é maior do que a grande maioria de seus rivais. São 4,32 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,65 m de altura e 2,65 m de entre-eixos, o que o deixa com um espaço interno maior até que o do HR-V, produto posicionado acima dele no portfólio da marca.
Honda WR-V tem bom espaço interno
Renato Durães/Autoesporte
O resultado disso é um amplo espaço interno para ombros e cabeça em todas as posições, bem como para as pernas no banco traseiro. Mesmo com o túnel central levemente elevado e o console central invadindo uma parte do vão para as pernas, dá para viajar até no assento do meio com alguma dignidade. Na parte da frente há outro detalhe desfavorável, que será mencionado mais adiante.
Honda WR-V tem 458 litros no porta-malas
Renato Durães/Autoesporte
O porta-malas de ótimos 458 litros na medição VDA (blocos sólidos de 1 litro cada) também se destaca. Com uma base plana, acabamento decente e um degrau não muito intrusivo na base da tampa, permite levar bagagens para uma viagem mais longa com tranquilidade.
2. Motorização, desempenho e consumo
Motor 1.5 do Honda WR-V
Renato Durães/Autoesporte
A motorização 1.5 flex de injeção direta do WR-V já é conhecida e consagrada no mercado. Apesar de os 126 cv e, em especial, os 15,8 kgfm não serem números tão empolgantes, na prática o desempenho do SUV é honesto, mesmo com a silhueta alta e a frente elevada e robusta do modelo.
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Em nossos testes no campo de provas Rota 127, o WR-V EXL foi de 0 a 100 km/h em 11,2 s, número melhor que o dos rivais Nissan Kait e Toyota Yaris Cross flex, e que supera até mesmo o Tera TSI automático. Não estamos dizendo que o WR-V prime por um desempenho vigoroso, mas as arrancadas e retomadas, em geral, são honestas e satisfatórias para uso no dia a dia.
Para melhorar, registramos um consumo de bons 12,9 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada em nossos testes com gasolina e ar ligado. Tudo isso mesmo sem uma aerodinâmica das mais aprumadas e pesando 1.278 kg, quase 100 kg a mais do que um Kait ou Yaris Cross.
Honda WR-V EXL fez bons 12,9 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada em nossos testes com gasolina e ar ligado
Renato Durães/Autoesporte
O mais surpreendente foi o resultado de nossos testes de frenagem. Mesmo com freios traseiros a tambor, o WR-V freou de 100 km/h até 0 em apenas 38,1 metros, 2,5 m a menos do que o Yaris Cross e seus discos sólidos traseiros. Como a engenharia da Honda conseguiu esses números é difícil explicar, mas são dignos de se tirar o chapéu.
3. Suspensão
Honda WR-V EXL tem suspensão bem acertada
Renato Durães/Autoesporte
Outra excelente qualidade do Honda WR-V é sua suspensão. Sim, há eixo de torção no eixo traseiro, mas o nível de absorção de impactos e o grau de robustez apresentado impressiona positivamente, ficando acima de outros SUVs compactos ou de entrada do mercado brasileiro.
4. Visibilidade
Honda WR-V EXL tem ótima visibilidade na cabine
Renato Durães/Autoesporte
Por fim, o WR-V proporciona uma ótima visibilidade, tanto dianteira quanto traseira. Os retrovisores externos são altos e a área envidraçada é generosa, tanto no para-brisa quanto na tampa do porta-malas. Tudo bem que as colunas A não são tão finas, mas ainda assim o SUV passa segurança ao motorista. O ponto H elevado e os ótimos 22 cm de vão livre do solo, 17,4° de ângulo de entrada e 27,2° de saída completam o pacote.
5. Segurança ativa
Honda WR-V EXL tem bom pacote de segurança
Renato Durães/Autoesporte
Difícil encontrar outro carro na faixa de R$ 150 mil no Brasil que tenha um pacote Adas de segurança ativa tão bem ajustado quanto o do Honda WR-V. E não estamos falando só do fato de trazer de série itens como frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo (ACC) com quatro níveis de distância para o veículo à frente e assistente de permanência em faixa.
Honda WR-V EXL 2026 tem comandos pelo volante
Leonardo Felix/Autoesporte
O ponto, aqui, é como o sistema funciona. E o da Honda é um dos melhores, talvez o melhor, do mercado entre as marcas generalistas. O ACC e o assistente de faixa (LKA), em especial, operam de maneira muito suave e eficaz. O veículo se mantém centralizado na pista de rolagem sem zigue-zagues e sem alertas ou manobras bruscas feitas de modo automático.
Honda WR-V EXL 2026: motivos para pensar bem antes de comprar
1. Acabamento
Honda WR-V não tem bom acabamento
Renato Durães/Autoesporte
O acabamento interno do Honda WR-V fica aquém do que o carro oferece em quesitos como porte, dirigibilidade e até desempenho. Com a nova onda de produtos chineses, o excesso de plástico duro na cabine fica ainda mais evidente, apesar da montagem correta dos revestimentos. Nem os bancos de couro sintético e o volante revestido também de couro melhoram a percepção.
2. Economias de custo
Honda WR-V EXL 2026 é cheio de economias
Leonardo Felix/Autoesporte
Além disso, o Honda WR-V tem algumas economias irritantes de custo, mesmo na versão EXL, a mais cara. Por exemplo, só o vidro do motorista conta com os recursos de abertura e fechamento por um toque e sistema antiesmagamento. Em 2026, um item simples como este já deveria estar padronizado em todos os carros 0 km.
Honda WR-V EXL 2026 tem freio de mão
Leonardo Felix/Autoesporte
O freio de estacionamento continua manual, como na maioria dos SUVs compactos nacionais, e sequer há luz de cortesia nos quebra-sóis. No lugar deles, a fabicante inseriu duas tampas retangulares de plástico. Na parte de trás, a Honda deixou de lado o sistema Magic Seat, que permite o rebatimento do assento traseiro de City e HR-V, e aplicou um banco convencional no novo WR-V.
3. Ruído do motor
Honda WR-V EXL tem motor barulhento
Renato Durães/Autoesporte
Apesar de trazer manta acústica no capô, item cada vez mais raro entre carros de segmento de entrada no mercado brasileiro, o Honda WR-V permite que um forte ruído do motor a giros mais altos invada a cabine quando é preciso forçar uma aceleração ou retomada mais forte. Culpa primordial do câmbio CVT, sempre ele, mas também de um trabalho mais pobre de isolamento acústico do modelo.
4. Ajustes dos bancos dianteiros
Honda WR-V tem pouco espaço no trilho do banco do motorista
Renato Durães/Autoesporte
Lembra que te falei que a plataforma do novo WR-V é a mesma da linha City e do HR-V? Isso significa que o tanque de combustível de 44 litros fica posicionado sob os bancos dianteiros. Em seus irmãos, é essa solução que permite à Honda usar o recurso dos Magic Seat, então há uma justificativa. Já no caso do novato, a arquitetura vem apenas com o ônus e não com o bônus.
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Em outras palavras, além de não ter os “bancos mágicos” que fazem tanto sucesso nos outros carros nacionais da marca, o WR-V oferece um ajuste limitado de profundidade dos bancos dianteiros, o que compromete a acomodação das pernas de pessoas mais altas.
5. Sistema multimídia
Honda WR-V EXL tem tela multimídia antiga
Renato Durães/Autoesporte
Por fim, o sistema multimídia do Honda WR-V EXL passa longe de impressionar. Apesar de a central de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio ter um funcionamento intuitivo, a resolução da tela fica muito abaixo da nova média estabelecida pelos carros chineses no mercado brasileiro, e não oferece sequer uma tomada USB do tipo C.
Honda WR-V EXL 2026 carregador de celular por indução e tomadas USB
Leonardo Felix/Autoesporte
Há apenas duas entradas USB-A no painel, uma para projeção de celulares e outra apenas para recarga, e um carregador de celular por indução sem ventilação dedicada, embora posicionado em um local aparentemente bem protegido e com bom fluxo de ar, o que não superaquece o smartphone. O nível de recarga é honesto e permite usar a projeção sem fio sem perder bateria.
Honda WR-V EXL 2026 saídas de ar traseiras
Leonardo Felix/Autoesporte
Na parte de trás, há uma dupla saída de ar-condicionado para os ocupantes, mas nenhuma tomada USB adicional, nem do tipo A, apenas uma tomada 12 Volts para quem estiver disposto a instalar um adaptador.
Teste: Honda WR-V EXL 2026
Ficha técnica – Honda WR-V EXL 2026
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