Veja quais são as 10 estradas mais perigosas do Brasil

Veja quais estradas federais estão entre as mais inseguras de acordo com o banco de dados de sinistros de trânsito do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes O Brasil é cortado por mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, e tem a quarta maior malha do mundo em números absolutos. Não à toa, o país depende desse modal para setores chave da economia, especialmente o transporte de cargas, suprimentos e passageiros.
Apesar de tamanha importância, a malha rodoviária nacional apresenta problemas e possui trechos considerados perigosos. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) realiza anualmente estudos sobre o setor e detalha as condições gerais encontradas, sempre com base em elementos como placas, faixas de sinalização, condições de tráfego da via, presença de acostamento, entre outros.
No caso da malha federal, são 75,8 mil km de extensão total, dos quais 65,4 mil km possuem pavimentação. As BRs, como são chamadas, funcionam como ferramentas essenciais de ligação entre grandes regiões, mas também oferecem perigos aos motoristas.
Abaixo, listamos as 10 estradas consideradas mais perigosas do Brasil. Para montar o ranking, tomamos como base dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Elencamos as BRs por número de sinistros de janeiro a dezembro de 2024.
Rodovia Presidente Dutra faz parte da BR-116
Divulgação/CCR RioSP
10 estradas mais perigosas do Brasil
1. BR-101
Segunda estrada federal mais longa do Brasil, a BR-101 faz a ligação entre as regiões Nordeste e Sul do Brasil, mas neste caso margeando todo o litoral. Nasce no Rio Grande do Norte e percorre 4.482 km até o Rio Grande do Sul, cortando ao todo 12 estados.
Alguns trechos sofrem com más condições de conservação, enquanto outros são de pista estreita — o que requer atenção redobrada. Em 2024, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) registrou na BR-101 12.776 sinistros, com mais de 730 mortes.
2. BR-116
Maior rodovia federal do país, a BR-116 liga o Ceará até o Rio Grande do Sul, já perto da fronteira com o Uruguai. Tem 4.660 km de extensão e atravessa no total 10 estados. Entre os trechos mais desafiadores, está a porção que vai de São Paulo até Curitiba, onde o tráfego intenso de caminhões e as curvas sinuosas exigem condução cautelosa por parte do motorista. Só em 2024 foram registrados 11.454 sinistros na rodovia, com pelo menos 819 óbitos.
BR-101 registrou mais de 700 mortes em 2024
CCR Rio-SP
3. BR-381
Responsável por fazer a ligação entre duas importantes capitais do Sudeste (Belo Horizonte e São Paulo), a BR-381 nasce em São Mateus (ES), no entroncamento com a BR-101. Ao todo, são 1.181 km de extensão e trechos perigosos formados por curvas sinuosas e arriscadas. Só em 2024 foram registrados 3.450 sinistros, mais de 4.000 feridos e aproximadamente 218 mortos. Não por acaso, a BR-381 é frequentemente chamada de “rodovia da morte”.
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4. BR-040
Considerada uma rodovia tipo radial, ou seja, parte de Brasília em direção às extremidades do país, a BR-040 faz a ligação entre a capital federal e a cidade do Rio de Janeiro (RJ). São 1.179 km de extensão e muitos trechos considerados perigosos — principalmente os não duplicados e com sinalização inadequada. A rodovia registrou 3.359 sinistros em 2024 e cerca de 205 mortes.
5. BR-153
Conhecida pelos nomes de Rodovia Transbrasiliana e Rodovia Belém-Brasília, a BR-153 nasce na cidade de Marabá (PA) e percorre 3.255 km até a cidade de Aceguá (RS). É um dos principais meios de ligação entre a região meio-norte e os estados do centro-sul do país. É caracterizada pelo forte tráfego de veículos de carga, especialmente caminhões, o que requer atenção redobrada em trechos com curvas fechadas e ausência de acostamento. Foram 2.718 sinistros em 2024 e 270 óbitos.
Motoristas devem ter atenção redobrada em rodovias com tráfego intenso e trechos mal sinalizados
Divulgação
6. BR-163
Rodovia do tipo longitudinal, a BR-163 é uma das mais importantes do interior do Brasil. A estrada tem início na cidade de Tenente Portela (RS) e termina em Santarém (PA). Dessa forma, percorre 3.470 km e interliga seis estados das regiões sul, centro-oeste e norte. A rodovia escoa boa parte da produção agrícola do Mato Grosso para os portos do Pará, gerando tráfego intenso de caminhões. Em 2024, foram registrados 2.516 sinistros e 240 óbitos na rodovia.
7. BR- 364
A BR-364 é uma rodovia diagonal que corta o Brasil do Sudeste até o Norte. Nasce na cidade de Cordeirópolis (SP) e percorre 3.264 km até Mâncio Lima (AC). É considerada de fundamental importância para o escoamento da produção das regiões Norte e Centro-Oeste do país. Os trechos mal conservados de Rondônia e Acre são considerados os mais perigosos. Em 2024, foram registrados 2.256 sinistros na rodovia, resultando em 194 mortes.
Trânsito intenso de algumas rodovias exige máxima atenção na direção
André Schaun
8. BR-277
Considerada do tipo transversal, a BR-277 tem 732 km de extensão e faz a ligação entre Porto de Paranaguá e a Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR). É considerada uma das rodovias mais perigosas do estado e já registrou, inclusive, acidentes graves decorrentes de engavetamentos. Em 2024, o DNIT registrou na estrada 2.061 sinistros e 164 óbitos.
9. BR-262
Também classificada como transversal, a BR-262 é considerada a nona maior rodovia do país. Possui 2.213 quilômetros de extensão e interliga os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Nasce em Vitória (ES) e termina em Corumbá (MS), junto à fronteira com a Bolívia. Segundo o DNIT, a rodovia registrou mais de 1.800 sinistros ao longo de 2024, resultando em 152 óbitos.
Bois em trecho de estrada de terra com tráfego de caminhões
Getty Images
10. BR-230
Conhecida em todo o Brasil pelo nome de Transamazônica, a BR-230 é do tipo transversal e possui 4.260 km de extensão. Nasce em na cidade de Cabedelo (PB) e termina no extremo oeste da região Norte, cidade de Lábrea (AM). Foi inaugurada em 1972, mas possui diversas partes inacabadas até hoje. No período chuvoso, os trechos compreendidos dentro do bioma amazônico ficam intrafegáveis. Em 2024, o DNIT registrou 1.724 sinistros na rodovia, resultando em 175 óbitos.
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