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Carros elétricos e híbridos desvalorizam mais que os a combustão?

03/06/2025
Carros elétricos e híbridos desvalorizam mais que os a combustão?

Vistos com desconfiança no mercado de usados, híbridos e elétricos começam a mostrar bom potencial de valorização conforme a tecnologia se populariza Carros híbridos e elétricos vêm ganhando espaço nas ruas brasileiras nos úiltimos anos, impulsionados por incentivos, maior oferta de modelos e uma crescente consciência ambiental. No entanto, quando se trata de revenda, ainda existe uma dúvida comum entre consumidores e revendedores: carros eletrificados desvalorizam mais do que os modelos a combustão?
Para responder a essa pergunta, é preciso ir além dos números e entender o contexto, os hábitos dos motoristas e o estágio de amadurecimento do mercado brasileiro.
Qual é a desvalorização dos elétricos e híbridos?
De acordo com Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, a depreciação média dos carros usados a combustão no ano de 2024 foi de -4,19%, enquanto os híbridos apresentaram queda de -10,26%. Já os elétricos registraram a maior desvalorização: -18,40%. Os dados são do Índice Webmotors, que acompanha mensalmente a variação dos preços anunciados na plataforma.
Esses números refletem uma realidade: os eletrificados, no geral, ainda desvalorizam mais. No entanto, a média esconde variações importantes. “A depreciação varia bastante entre marcas e segmentos,” afirma Clemente Gauer, diretor e membro do conselho da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).
“Nos modelos premium, a queda de valor costuma ser maior — comportamento semelhante ao de veículos a combustão de luxo. Já nos modelos de grande volume, bem conhecidos pelo público, a desvalorização tem sido igual ou até menor do que a de equivalentes a combustão.” — disse Clemente Gauer.
Assim como BYD Song Plus e Dolphin, GWM Haval H6 tende a desvalorizar menos por conta da procura
Divulgação
Ou seja, modelos acessíveis e populares dentro do universo dos eletrificados vêm se comportando melhor no mercado de usados. Casos como o GWM Haval H6, o BYD Song Plus e o BYD Dolphin são exemplos. “Suas cotações acompanham de perto ou até superam as versões a gasolina,” complementa Gauer.
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Por que os carros elétricos e híbridos desvalorizam mais?
Uma das principais causas para a desvalorização mais acentuada está relacionada à falta de familiaridade do público com a tecnologia embarcada nos eletrificados. Para muitos compradores, ainda há receios em relação à manutenção, ao tempo de vida da bateria e à infraestrutura de recarga.
Gauer pontua que a preocupação com autonomia e custo de substituição da bateria, embora comuns, não são os principais fatores para a desvalorização: “O fator decisivo ainda é a falta de familiaridade do comprador com a tecnologia, não a autonomia ou preço da bateria”.
O avanço tecnológico também ajuda a diminuir os receios. Baterias modernas de íons de lítio, por exemplo, têm vida útil superior à do carro, ao contrário das antigas baterias de níquel-hidreto metálico, comuns nos primeiros híbridos. Além disso, o custo de manutenção tende a ser menor em eletrificados, com menos desgaste de freios e sistemas auxiliares, o que reduz o risco de gastos inesperados.
Infraestrutura de recarga ainda é uma forte preocupação na hora de comprar um carro eletrificado, seja 0 km ou usado
Jady Peroni/Autoesporte
Infraestrutura de recarga: obstáculo real, mas menos relevante com o tempo
Outro fator que costuma levantar dúvidas sobre os eletrificados é a infraestrutura de recarga. O Brasil ainda está em fase de expansão da rede de carregadores públicos, especialmente fora das grandes capitais.
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Segundo dados da Tupi Mobilidade, especializada em soluções de carregamento para elétricos, em 2024, a quantidade de carregadores cresceu 182% no Brasil, de 4,3 mil ao fim de 2023 para 12,1 mil. Em fevereiro de 2025, o número era de 14.827 resultando em 0,174 postos de recarga a cada 100 km² – por comparação, a Irlanda, país europeu com menor número de pontos de recarga, tem 1.372 carregadores, disponibilizando 1,95 postos a cada 100 km², segundo estudo da Uswitch com dados do Observatório da Comissão Europeia para Combustíveis Alternativos.
Esse estudo em questão revela uma densidade quase 11 vezes maior do que no Brasil, apesar da Irlanda ter território 121 vezes menor.
Isso pode afetar a decisão de compra, principalmente para quem depende do carro em viagens mais longas. “A infraestrutura é hoje um dos pontos de desafio para a adesão ao carro elétrico no Brasil,” afirma Jurcevic. Segundo ele, esse é um dos motivos pelos quais muitos consumidores ainda preferem os híbridos, que oferecem maior autonomia e flexibilidade para viagens.
Duração da bateria é outro fator que pode ser determinante na hora da revenda de um modelo elétrico ou híbrido
Marcus Celestino/Autoesporte
Gauer, por sua vez, relativiza esse impacto: “Cerca de 80% dos proprietários recarregam principalmente em casa ou no trabalho, usando o wallbox gratuito fornecido pela montadora.” Ele reforça que a falta de infraestrutura pesa mais no momento da compra do que na experiência real de uso. “Pesquisas da Recurrent Auto mostram que, depois de alguns meses, a ansiedade com autonomia diminui sensivelmente.”, complementa.
Garantia e informações técnicas claras ajudam na valorização
Com o mercado ainda amadurecendo, garantias estendidas e informações transparentes sobre o estado da bateria são essenciais para agregar valor ao carro usado. A preocupação com a degradação da bateria é legítima, mas pode ser amenizada com ferramentas que informam com precisão o chamado State of Health (SoH) — “estado de saúde” na tradução literal para o português — da bateria.
Exemplos como o da Volvo mostram o caminho. A marca anunciou que modelos como o EX30, seu SUV elétrico de entrada, informarão o SoH diretamente no painel, dispensando a necessidade de scanners ou visitas técnicas, o que facilita a negociação e aumenta a confiança do comprador. “Uma garantia longa transmite confiança, e dados claros sobre degradação reduzem a incerteza e facilitam a negociação de seminovos e usados,” resume Gauer.
Saber o estado de saúde da bateria é importante para entender a durabilidade
Divulgação
Modelos bem-posicionados retêm valor acima da média
Entre os eletrificados que já se destacam pela baixa desvalorização, modelos da GWM e BYD estão entre os mais bem posicionados no mercado de usados. Segundo Gauer, há pouca oferta dessas versões em plataformas de revenda, e a combinação de conteúdo tecnológico, bom desempenho e preço competitivo sustenta a valorização.
“O BYD Dolphin e o Song permitem rodar 100% elétrico a um custo por quilômetro até cinco vezes menor que um carro a combustão,” afirma. Já os híbridos plug-in da GWM oferecem mais de 150 km de autonomia elétrica, além de desempenho equivalente a modelos esportivos e bom acabamento interno.
Esses fatores mantêm alta a procura por determinados eletrificados mesmo no mercado de seminovos, o que comprova que a tecnologia por si só não condena um carro à depreciação acelerada — desde que bem aplicada e comunicada ao consumidor.
Cenário de desvalorização de carros elétricos e híbridos pode mudar no Brasil
Getty Images
Cenário dos carros elétricos e híbridos pode mudar
Embora os dados atuais mostrem que carros elétricos e híbridos ainda desvalorizam mais que os a combustão, essa tendência está longe de ser definitiva. O comportamento do mercado revela que modelos populares, com boa reputação e suporte pós-venda, podem desvalorizar até menos do que versões a gasolina.
A chave está na educação do consumidor, na evolução da infraestrutura e na transparência das fabricantes. À medida que o público se familiariza com a eletromobilidade e as redes de recarga se expandem, a desvalorização tende a diminuir, e os eletrificados devem ocupar um espaço cada vez maior no mercado de usados.
Para quem pensa em comprar um carro eletrificado hoje, a dica é clara: pesquise modelos com boa aceitação no mercado, veja o histórico de revenda, entenda as garantias oferecidas e fique atento às inovações que facilitam o uso no dia a dia.
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Fonte: Read More 

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