Jeep Compass Longitude T270: 5 razões para comprar e 5 para pensar bem

SUV médio com motor 1.3 turbo flex é confortável e tem boa dirigibilidade, mas peca em espaço interno e consumo; confira Se você acompanha a Autoesporte, sabe que a terceira geração do Jeep Compass já está disponível no mercado europeu. A previsão é de que o SUV totalmente repaginado chegue ao Brasil nos próximos anos, com produção em Goiana (PE). Enquanto isso não acontece, atualmente, o Compass é vendido no mercado nacional em sete versões com duas opções de conjunto mecânico.
Após o fim de linha das configurações com motor a diesel, o SUV médio é ofertado com o motor T270 1.3 turboflex de 176 cv de potência, com tração dianteira — recalibrado desde o início do ano, com 9 cv a menos, para atender ao Proconve L8, nova lei nacional de emissões — e o 2.0 Hurricane turbo a gasolina de 272 cv.
Além desses, há a versão chamada “4xe” equipada com um conjunto híbrido plug-in, mas que aos poucos está sumindo das lojas para a chegada de uma configuração híbrida leve (MHEV) muito em breve.
Fato é que, mesmo com as mudanças, as versões equipadas com o motor T270 flex são as preferidas do consumidor brasileiro e que consagram o Compass como SUV médio mais vendido do país. Com isso em vista, Autoesporte testou a versão intermediária Longitude e te conta cinco razões que justificam a compra e outras cinco que fazem o cliente pensar melhor. Confira!
5 razões para comprar o Jeep Compass
1 – Bom conjunto mecânico
Motor conhecido no grupo Stellantis por também equipar modelos da Fiat, como a picape Toro, além dos Jeep Renegade e Commander, o motor 1.3 turbo flex de quatro cilindros em linha, com 16 válvulas e injeção direta, rende 176 cv de potência e 27,5 kgfm. No Compass Longitude, a tração é dianteira e o câmbio, automático de seis marchas.
Esse conjunto entrega um bom desempenho, ainda mais quando o assunto é estrada. O SUV médio se comporta bem, com boas retomadas e acelerações. É preciso, no entanto, apontar que, após a atualização das leis de emissões em 2025, a resposta do Compass T270 ficou claramente mais lenta, devido à perda de potência. Mesmo assim, o motor consegue levar o SUV de 1.589 kg com dignidade.
2 – Conforto e estabilidade
Jeep Compass tem 4,40 metros de comprimento
Divulgação
A experiência de direção se consagra graças ao conforto do SUV médio, mérito também da plataforma Small Wide. Seu acerto de suspensão (McPherson na dianteira e traseira) parece muito bem calculado, já que os impactos da via são muito bem absorvidos. Além disso, mesmo sendo um carro mais pesado, o conjunto mais robusto entrega muita estabilidade nas curvas.
3 – Lista de equipamentos justa
Versão Longitude do Jeep Compass não traz carregador de celular por indução
Divulgação
Apesar do preço salgado de R$ 208.990, o Jeep Compass Longitude traz uma lista de equipamentos honesta. Central multimídia de 10,1” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, painel de instrumentos digital, freio de estacionamento eletrônico e o famoso “Auto Hold” — função que segura o carro sem a necessidade de manter o pé no pedal do freio — são alguns itens da lista.
Initial plugin text
Quando o assunto é recursos de segurança, há alerta de saída de faixa com correção do volante e centralização, controlador de velocidade adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência e reconhecimento de placas de trânsito. Agora, se o cliente busca por um pacote mais completo, com alerta de ponto cego, por exemplo, terá que recorrer às versões mais caras.
4 – Acabamento
Jeep Compass tem bom acabamento interno e bancos confortáveis
Divulgação
Por dentro, o Compass Longitude tem acabamento sóbrio, com alguns detalhes em preto brilhante e partes em outros tons e materiais diferentes, mas ainda discreto. Embora tenha a presença de boa dose de plástico, é um SUV bem acabado para seu segmento, com materiais de boa qualidade, que o tornam em uma referência na categoria nesse quesito.
5 – Ergonomia
Jeep Compass mantém a mesma base desde 2016
Divulgação
Na parte de ergonomia, todos os comandos do Jeep Compass estão acessíveis em poucos movimentos. O painel é recheado de botões, o que facilita o uso cotidiano num período em que os carros se tornam cada vez mais minimalistas. Os bancos são confortáveis e abraçam bem as costas do motorista, além de termos ajustes de altura e profundidade no volante.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
5 razões para pensar bem antes de comprar um Jeep Compass
1 – Espaço interno
Jeep Compass deixa a desejar no espaço interno, principalmente, para as pernas
Divulgação
Em dimensões, o Jeep Compass tem 4,40 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,63 m de altura e 2,64 m de distância entre-eixos. Essas medidas impactam diretamente na segunda fileira de assentos, onde passageiros mais altos ficarão apertados, com os joelhos projetados contra os bancos dianteiros. A posição do túnel central, elevada para a passagem do cardã nas versões 4×4, também atrapalha a disposição.
2 – Porta-malas
Capacidade do porta-malas é menor que a dos rivais
Renato Durães/Autoesporte
Este pode ser um quesito determinante para motoristas que curtem viajar. O porta-malas de 410 litros do Jeep Compass se tornou escasso após a chegada de rivais mais espaçosos. O Caoa Chery Tiggo 7 Pro, por exemplo, oferece 475 l, enquanto o Volkswagen Taos dispõe de generosos 498 l. Até mesmo o Toyota Corolla Cross supera o Jeep, com 440 litros de capacidade no bagageiro.
3 – Consumo
Consumo é um dos pontos que deixa a desejar no SUV médio
Divulgação
Uma das grandes questões do Jeep Compass é o consumo de combustível. De acordo com os dados oficiais do Inmetro, o SUV médio faz 7,3 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada quando abastecido com etanol.
Initial plugin text
Com gasolina, as médias sobem para 10,1 km/l (urbano) e 12,1 km/l (rodoviário). Ou seja, números nada chamativos. Durante nosso período de teste, em um trecho rodoviário de São Paulo a Mogi Guaçu, o SUV chegou a marcar 11,6 km/l com o combustível derivado do petróleo.
4 – Perda de potência
Jeep Compass perdeu potência em 2025 por conta das novas regras de emissões
Divulgação
Embora seja equipado com um bom motor, o Jeep Compass, assim como Renegade e Commander, começaram o ano de 2025 menos potentes (além de mais caros). O grande motivo foi o Proconve L8, programa nacional de controle de emissões, que estabeleceu parâmetros mais rígidos a partir de janeiro deste ano.
Com qualquer combustível, o Compass T270 agora entrega 176 cv de potência. Antes das mudanças, rendia 185 cv com etanol, o que representa uma perda de 9 cv. Já com gasolina, a perda é de 4 cv. A mudança implicou em um maior tempo para ir de 0 a 100 km/h: 9,8 segundos. Antes, o modelo fazia o mesmo em 8,8 segundos com etanol e 8,9 segundos com gasolina.
5 – Cadê a atualização?
Jeep Compass terá nova geração no Brasil até 2027
Divulgação e Pablo Gonzalez/Autoesporte
Nós já falamos aqui que o Compass acaba de receber uma terceira geração no exterior. Entretanto, os brasileiros terão que esperar um pouco mais de tempo para a atualização do SUV médio, que está prestes a completar 10 anos de comercialização na mesma geração.
O modelo foi lançado no mercado nacional em 2016, mas apenas em 2021 recebeu sua primeira atualização, com leve retoque no visual, novos equipamentos e a adoção do (mais uma vez) motor 1.3 turboflex. Entretanto a base e a estrutura da carroceria permaneceram as mesmas. Com isso, o Jeep Compass está ficando mais desatualizado frente a rivais que estão se modernizando.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas
Fonte: Read More



