Como será o motor híbrido de Jeep Compass e Commander que estreia em 2025

Jeep T270 Hybrid e-DCT é um conjunto híbrido leve de 48 Volts com funções similares a um híbrido paralelo, como o Toyota Corolla Cross A Stellantis seguiu em uma espécie de contramão no processo de eletrificação de seus produtos produzidos no Brasil. Geralmente, começa-se pelos produtos mais caros e de maior valor agregado, perpetuando-se a nova tecnologia por modelos mais acessíveis conforme o aumento da escala e a amortização dos custos. No caso da maior fabricante em operação no país, os primeiros híbridos flex foram justamente os mais simples e baratos: os Fiat Pulse e Fastback T200 Hybrid dotados de um sistema híbrido leve de 12 Volts.
Na sequência, provavelmente no segundo semestre deste ano ou no início de 2025, serão lançados os Jeep Compass e Commander com motorização híbrida flex um pouco mais sofisticada, embora ainda considerada do tipo leve (MHEV).
Estamos falando de um conjunto que deve ficar conhecido como T270 Hybrid e-DCT. Ele alia o motor 1.3 GSE turbo de quatro cilindros e 16 válvulas, com injeção direta e sistema MultiAir III de variação de fases, a um conjunto elétrico de 48 Volts.
T270 Hybrid e-DCT terá conjunto elétrico de 48 Volts
Divulgação
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
Para atender às normas do Proconve L8, o motor T270 teve sua potência reduzida para 176 cv com etanol ou gasolina. Quando os dois SUVs médios da Jeep receberem o sistema híbrido leve flex, terão à disposição um motor elétrico adicional de 30 cv de potência e cerca de 8 kgfm de torque. Uma vantagem substancial em relação ao sistema de 12V e apenas 4 cv de Pulse e Fastback é que, no caso de Compass e Commander T270 Hybrid, será possível ter acelerações muito pontuais feitas apenas em modo elétrico, tal qual o rival Toyota Corolla Cross.
Isso explica o uso de uma caixa automatizada de dupla embreagem com seis marchas, com embreagem seca e engrenagens banhadas a óleo, no lugar do câmbio automático epicíclico convencional. Neste outro artigo, explicamos por que as caixas de dupla embreagem estão ganhando força em modelos híbridos: a embreagem dupla permite revezar entre o acoplamento do motor elétrico ou a combustão, ou ainda os dois de uma vez, à transmissão do veículo.
Initial plugin text
Assim como Pulse e Fastback T200 Hybrid, os futuros Jeep Compass e Commander T270 Hybrid e-DCT terão um “superalternador” substituindo o motor de arranque, acionado pelo giro do virabrequim através de correia. As baterias de íons de lítio terão 0,9 kWh de capacidade, contra meros 0,1 kWh do sistema de 12V aliado ao motor 1.0 GSE T3. Mas, assim como no caso dos Fiat, ficarão posicionadas sob o banco do motorista.
Motorização T270 Hybrid e-DCT utiliza um câmbio automatizado de dupla embreagem
Divulgação
Outra solução herdada do conjunto de 12V da Fiat é a central eletrônica específica para o conjunto elétrico, chamada DBSM (sigla em inglês para Módulo de Transição entre Duas Baterias), que se conecta com a bateria convencional de chumbo-ácido – com uma tensão de 12 Volts.
Alguns elementos do sistema T270 Hybrid e-DCT do Compass serão herdados do T200 Hybrid de Pulse e Fastback
Leonardo Felix/Autoesporte
Contudo, devido ao uso do câmbio de dupla embreagem, os novos Jeep híbridos flex nacionais podem ter à disposição o chamado “modo coasting” do Kia Stonic. Há, ainda, as acelerações pontuais em modo elétrico e a frenagem regenerativa, que ajuda a recarregar as baterias. Com isso, a Jeep espera oferecer uma “experiência elétrica” de condução contra rivais chineses como BYD Song Plus e GWM Haval H6.
Por que o conjunto T270 Hybrid e-DCT é híbrido leve
A informação acima deve ter feito o leitor se questionar por que o futuro sistema T270 Hybrid e-DCT de Jeep Compass e Commander é considerado um híbrido leve (MHEV) e não paralelo (HEV), como a família Corolla.
Flagra do Jeep Compass T270 Hybrid e-DCT em testes no Brasil
Reprodução/Instagram @raimundo.a.m
A resposta está na tensão do conjunto elétrico, de apenas 48 Volts, contra 200 Volts do sistema híbrido flex da Toyota e 400 Volts de alguns híbridos plug-in (PHEV). Por conta disso, seu motor elétrico não pode ir além do que 30 cv de potência e cerca de 8 kgfm de torque, menos da metade dos 72 cv e 16,6 kgfm do motor elétrico de Corolla e Corolla Cross.
Por isso, os novos Compass e Commander T270 Hybrid e-DCT terão acelerações em modo elétrico existentes em momentos muito pequenos de uso, como breves manobras de estacionamento ou velocidades de cruzeiro a não mais que 30 km/h, por não mais do que alguns metros. E, diferentemente da Toyota, a marcha à ré dos Jeep nacionais híbridos flex deve continua a ser mecânica e não elétrica.
Initial plugin text
O conjunto T270 Hybrid e-DCT híbrido leve flex de 48V da Stellantis deve ser aplicado ao Jeep Compass ainda em 2025. No Commander, talvez fique para o começo de 26. Depois, o sistema deve ser progressivamente aplicado aos demais produtos da empresa com o motor 1.3 GSE T4: Jeep Renegade, Fiat Toro e os esportivos Pulse e Fastback Abarth, os últimos da fila. Resta saber se, com o auxílio elétrico, a potência do conjunto seguirá em 176 cv combinados ou voltará a superar os 180 cv como outrora.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas
Fonte: Read More



