Como recarga relâmpago da Fórmula E resolve problemão dos carros elétricos

Pit Boost estreia na 11ª temporada com recargas de 30 segundos a 600 kW Uma das maiores (se não a maior) razões de o automobilismo existir é ajudar a desenvolver tecnologias para os carros de rua. Na Fórmula E, categoria de modelos elétricos, não é diferente. E São Paulo recebeu no último sábado (7) a primeira corrida da 11ª temporada, que marca a estreia da chamada Gen3 Evo e de uma tecnologia que promete resolver o maior problema dos modelos movidos a bateria: o tempo de recarga.
Com o chamado Pit Boost, é liberada uma recarga de 600 kW durante 30 segundos. Como referência, um aparelho caseiro carrega a 7 kW. Na competição, a ideia é, além de dar uma carga extra na bateria, liberar mais potência durante um determinado tempo. Se um dia chegar às ruas, uma recarga dessa velocidade pode permitir que as baterias cheguem de 20% a 80% em cerca de 15 minutos.
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O Pit Boost já estava previsto para a temporada anterior da Fórmula E, mas após algumas falhas, só estreou agora, com a abertura da 11ª temporada, realizada no circuito criado no Sambódromo do Anhembi.
“O Pit Boost é uma demonstração incrível de carregamento rápido de 600 kW, quando você considera que estações públicas chegam a 350 kW, o que já é bem alto”, disse James Barclay, chefe de equipe da Jaguar TCS Racing.
Carros mais rápidos
Fórmula E está cerca de 2 segundos mais rápida por volta na 11ª temporada
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Porém, como ainda é algo novo, o Pit Boost só será usado em algumas sessões ao longo do ano. Essa é uma das novidades da chamada Gen3 Evo, que, como o nome já indica, é uma evolução dos carros de terceira geração da Fórmula E.
Como a Fórmula E usa inteligência das pistas para melhorar os carros elétricos
Além da bateria extra, a recarga ultrarrápida vai liberar mais potência para os carros. Os 68 cv adicionais serão gerados por um motor dianteiro e enviados para as rodas da frente, deixando os bólidos com tração integral (até então, as rodas motrizes eram as traseiras). No fim das contas, a potência vai de 407 cv para 476 cv.
Jaguar acredita que tecnologia de recara da Fórmula E pode chegar às ruas
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Por enquanto, a tração integral está liberada apenas na classificação e no chamado Modo Ataque, que será substituído exatamente pelo Pit Boost no futuro. De todo modo, o desempenho melhorou consideravelmente. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em apenas 1,82 segundo. Ou seja, 30% mais rápido do que um carro de Fórmula 1 atual e 36% mais rápido que o carro da Fórmula E da temporada passada.
“A condução torna-se mais rápida. Isso nos dá melhor tração na saída da curva, ou seja, há mais aderência, porque o carro não está passando apenas por um eixo. Dessa forma carregamos uma velocidade máxima mais alta nas pistas”, afirmou Barclay.
Ainda que a velocidade de recarga pareça extrema, o chefe da equipe Jaguar TCS acredita que a tecnologia pode chegar aos carros de rua. “600 kW é muito. Então, ao provar essa tecnologia aqui, ao demonstrar a sua robustez, a sua confiabilidade, isso está ajudando a acelerar a adoção de algumas dessas tecnologias”, completou.
E para não terminarmos o texto sem falar da corrida, a equipe Jaguar TCS venceu a prova de São Paulo com o piloto neozelandês Mitch Evans. O português António Félix da Costa (Porsche) e o britânico Taylos Bernard (McLaren) completaram o pódio.
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