Loja da Huawei na China vende de celular a carro de luxo; conhecemos

Huawei tem parceria com três fabricantes chineses de veículos e compartilha pontos de venda de eletrônicos Quando você precisa trocar de carro, é normal ir a uma concessionária. Para comprar um novo celular, a escolha óbvia é uma loja de eletrônicos ou da sua operadora de telefonia. Na China, essas tarefas se confundem, e esses dois clientes podem parar no mesmo lugar. No caso, um ponto de venda da Huawei, que comercializa televisores, celulares e até veículos.
Autoesporte conheceu uma loja da Huawei no centro de Shenzhen, cidade onde a gigante da tecnologia está sediada. Com 12 milhões de habitantes, é conhecida como o Vale do Silício chinês, por também abrigar big techs como BYD, ZTE e DJI. Ali, bem como em outras megalópoles chinesas, é comum encontrar pequenas lojas de carros em shoppings, com dois ou três modelos expostos e sem qualquer sinal de oficina mecânica.
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Mas só as lojas da Huawei conseguem aliar a linha de veículos com a de eletrônicos. Até mesmo a grande concorrente, Xiaomi, famosa por produzir de toalhas a celulares ultramodernos, separa bens de consumo dos automóveis.
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Loja modelo da Huawei na China tem celulares e carros
Divulgação
No caso da Huawei, os carros ficam expostos bem na entrada, como se fossem iscas para atrair curiosos. Funcionou. Se eles não estivessem ali, passaria direto. Como entrei, tive que conferir de perto ao menos um dos modelos.
Ainda que houvesse um time considerável de vendedores, nenhum me abordou. Talvez tivessem notado que se tratava de um turista. Sacar o celular para fazer fotos e gravar vídeos também não ajudou. De todo modo, a loja estava consideravelmente cheia, mas a maior parte dos clientes parecia mais interessada em comprar um celular ou um smartwatch.
Huawei: de fornecedora a fabricante
A incursão de uma das maiores fabricantes de eletrônicos do mundo na indústria automotiva não é um acidente. Hoje, a Huawei é uma grande fornecedora de tecnologias de conectividade e auxílio à condução para o resto do setor. Logo, por que não começar a produzir os próprios carros?
Carros ficam na entrada da loja em Shenzhen
André Paixão/Autoesporte
Em vez disso, porém, a Huawei firmou parcerias com pelo menos quatro fabricantes chinesas. Assim, surgiu a Harmony Intelligent Mobility Alliance (HIMA), o braço automotivo, com suas submarcas Aito, Luxeed, Stalato (não confundir com Stellantis) e Maextro.
Atualmente, a linha é composta por:
Aito M5
Aito M7
Aito M9
Stelato S9
Luxeed R7
Luxeed S7
Maextro S800
Na visita à loja de Shenzhen, só não havia a recém-lançada limusine Maextro S800, fruto de uma parceria com a JAC.
Como é o Stelato S9
Huawei Stelato S9 2024 lateral estática
Divulgação
Na ocasião, conhecemos o S9, um modelo elétrico que tem nome de celular da Samsung, mas é um sedã de luxo que promete rivalizar com Mercedes-Benz Classe S, BMW Série 7 e Audi A8. A diferença é que o Huawei custa uma fração do preço (a opção topo de linha sai por US$ 76 mil, ou R$ 460 mil, na conversão direta).
São duas versões, com um ou dois motores elétricos. Na mais potente, o conjunto rende 530 cv. Com baterias de 100 kWh, a autonomia, no generoso padrão chinês, pode passar de 800 km.
Retrovisores por câmeras têm imagens projetadas em telas laterais
Divulgação
Mais do que um bom alcance, o sedã de 5,16 m de comprimento e 3,05 m de entre-eixos oferece muito luxo. Como em quase todos os carros chineses modernos, há poucos botões na cabine. Quase todos os comandos estão na central multimídia de 15,6 polegadas, que também projeta imagens do exterior captadas pela câmera no para-brisa.
Mas essa é só uma das telas do sedã de luxo. Ainda há quadro de instrumentos digital, retrovisores com câmeras e, opcionalmente, um projetor de 32 polegadas para quem vai no banco de trás. Por fim, o acabamento primoroso parece estar no mesmo patamar de carros de luxo.
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