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Volkswagen: como o Brasil pode ajudar a sanar crise que começou na China

06/12/2024
Volkswagen: como o Brasil pode ajudar a sanar crise que começou na China

Montadora alemã enfrenta cenário delicado em âmbito global muito por conta da acirrada competição enfrentada no país asiático A Volkswagen vai de vento em popa no Brasil. A montadora de origem alemã cresce acima do mercado (19%) e fechará no lucro pelo quarto ano consecutivo. No entanto, globalmente a companhia enfrenta situação delicada. Tanto é que, além de cortes salariais, pode fechar pela primeira vez em sua história fábricas na Alemanha.
Tal cenário faz com que a alta cúpula da empresa se veja cercada pela força trabalhista. Sindicatos continuam a pressionar a Volkswagen, indicando que novas paralisações podem ocorrer. Nesta quarta-feira (4), cerca de 20 mil funcionários fizeram piquete em frente à unidade de Wolfsburg, principal planta da montadora no mundo.
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Oliver Blume, CEO da fabricante, tenta dialogar. A empresa, inclusive, prometeu nova rodada de conversas na próxima segunda (9). No entanto, o executivo segue (por enquanto) irredutível em sua estratégia.
A Volkswagen reportou seu pior lucro líquido trimestral em muito tempo entre julho e setembro deste ano: 1,58 bilhão de euros (R$ 8,8 bi em conversão direta) contra 4,35 bilhões de euros (R$ 27,3 bi) do mesmo período de 2023.
Volkswagen “cai” da Muralha da China
Isso se deve, e muito, aos resultados alarmantes que a montadora vêm obtendo na China. Nos primeiros nove meses de 2024, a empresa viu suas vendas encolherem 10,2% no país asiático – que ainda é sua galinha dos ovos de ouro e, lembremos, é “só” o maior mercado automotivo do mundo, com mais de 20 milhões de veículos comercializados anualmente, dez vezes o mercado brasileiro.
A China sempre foi um paraíso para a Volkswagen. Uma das pioneiras da indústria automobilística chinesa, há 40 anos – tendo, inclusive, usado engenharia brasileira para abrir lá sua primeira fábrica –, a montadora expandiu seus tentáculos no país asiático por meio de parcerias e, atualmente, se utiliza de dezenas de fábricas para produzir veículos e componentes.
A própria empresa diz ter 90 mil funcionários e 50 milhões de consumidores que dirigem um de seus veículos na região. Todavia, a montadora foi entrincheirada por dois fatores que, recentemente, fizeram com que perdesse espaço na China.
Crise na China reverbera em toda a operação da Volkswagen
Divulgação
A rápida ascensão dos carros elétricos no país pegou a Volkswagen de surpresa. Com portfólio limitado, restrito à família ID, que não decolou, foi incapaz de reagir a tempo e acabou engolida pelas fabricantes locais – que passaram a entregar aos consumidores modelos sofisticados e de boa autonomia.
China aprendeu a fazer carros e hoje ameaça aqueles que a ensinaram
O outro ponto, este mais agudo, se encontra nos preços. A Volkswagen perdeu espaço para montadoras locais, como BYD, Nio, Chery e Geely. O Estado chinês, bem como governos de províncias, passaram a subsidiar veículos das fabricantes do país. Além de descontos extremamente camaradas, o valor de revenda na hora da troca fizeram com que os consumidores abrissem mão dos modelos da marca alemã.
Enquanto as fabricantes chinesas são capazes de comercializar seus produtos a preços absurdamente competitivos no mercado local, montadoras estrangeiras (à exceção da Tesla) não conseguem seguir o ritmo. A Volkswagen, por exemplo, deixou bem claro em mais de uma oportunidade que não entraria na “guerra” contra as empresas locais.
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Além disso, a inabilidade da companhia em negociar tarifas favoráveis para seus veículos produzidos na China exportados para a Europa, como o Cupra Tavascan, também prejudicaram. Para se ter uma ideia, os veículos elétricos da Volkswagen chegavam, inicialmente, com taxa de 37% ao velho continente. Enquanto isso, a BYD gozava de encargos na casa de 17% e a Tesla de menos de 8%.
Tal ineficiência na negociação de tarifas para o mercado europeu e cenário desfavorável dentro da China fazem com que a Volkswagen patine globalmente. A fabricante tenta, ainda que tardiamente, contudo, um contra-ataque.
Recentemente, a Volkswagen anunciou o lançamento de 15 novos modelos exclusivos para a China. Isso por meio de sua joint venture com a Saic, que também produz veículos de Skoda e Audi. Não sabemos quantos elétricos, feitos sobre plataforma um tanto simplificada e voltada para a região, serão feitos.
O cenário contrasta drasticamente com o da própria Volkswagen no Brasil. Aqui, a marca cresce cerca 19% nas vendas em 2024 e, com o Polo, briga com a Fiat Strada para ter o carro mais vendido no país no acumulado do ano. Para 2025, a promessa é de um crescimento ainda maior, com o lançamento do Tera, SUV de pegada “popular” que terá até motor 1.0 aspirado na gama.
Ou seja, nos próximos anos, a Volkswagen do Brasil pode ter papel fundamental para ajudar a “segurar a onda” da matriz enquanto tenta sanar a crise de origem chinesa e com reflexo em sua operação na Europa.
Outras montadoras também sofrem
Tudo bem que a Volkswagen “sangra” mais na China por sua representatividade, mas outras fabricantes também passam aperto no país. A Nissan, por exemplo, patina a ponto de reduzir drasticamente a escala de sua operação na região. A companhia pretende cortar 9 mil empregos e US$ 2,6 bilhões de suas atuações naquele mercado e também nos Estados Unidos.
A General Motors é outra que quer diminuir sua presença na China. Assim como a Volkswagen, a dona da marca Chevrolet mantém parceria com a Saic. No entanto, entre janeiro e setembro deste ano a joint venture teve prejuízo de US$ 350 milhões (mais de R$ 2 bilhões). Até novembro, amargou queda de quase 60% nas vendas.
Mary Barra, CEO da General Motors, prometeu, por isso, reduzir a participação da companhia no país. Para tal, terá de tirar do bolso US$ 2,9 bilhões a fim de diminuir o share na SAIC e também cortar postos de trabalho e fechar fábricas.
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Fonte: Read More 

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